Tudo sobre o clássico “A Bela e a Fera” em Edição Especial


A Bela e a Fera, Matérias de Nostalgia

Seguindo com nossa nova categoria “Posts de Nostalgia” apresentando tudo sobre os filmes mais antigos que deixaram marcas inesquecíveis desde que o vimos nos cinemas ou até mesmo em VHS. E  para nos aquecermos para a Edição Diamante de “A Bela e a Fera” em blu-ray daqui a um ano (Outubro de 2010), orgulhosamente apresentamos:

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-Lançamento Original: Novembro de 2002-


“Você é nosso convidado para conhecer o mundo mágico do mais aclamado e adorado filme dos Estúdios Disney que está ainda melhor! Nesta Edição Especial Limitada totalmente restaurada e remasterizada, você curte esta bela história com uma nova seqüência musical e uma animação inédita integrada com perfeição ao filme original!No início desta fábula clássica, uma feiticeira transforma um príncipe cruel em uma fera horrenda. Para quebrar o feitiço, Fera precisa  conquistar o amor da linda e inteligente Bela, antes que caia a última pétala de uma rosa encantada.Uma obra-prima do cinema moderno,A BELA E A FERA, da Disney, conquistou seis indicações ao Oscar®*, incluindo a de Melhor Filme – um feito inédito para um filme de animação! – vencendo dois Oscar®*:Melhor Canção e Melhor Trilha Instrumental. Com sua incomparável combinação de magia, música, uma narrativa genial, animação deslumbrante e personagens populares,A BELA E A FERA irá encantar jovens e adultos, relembrando a todos que a verdadeira beleza está dentro de nós.”

* 1991. Oscar® é marca registrada e de serviço da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Ficha Técnica

Título Original: Beauty and the Beast

Título em Português: A Bela e a Fera

País de Origem: EUA

Ano de Produção: 1991

Distribuído por: Buena Vista Home Entertainment

Produzido por: Walt Disney Home Video

Duração: 84 minutos

Elenco Principal: Desenho animado

Gênero: Desenho animado

Classificação Sugerida: Livre

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Especificações de VHS

Formato: Dublado e Legendado

Código de Produto:

Dublado: 220143

Legendado: 220144

Código de Barras:

Dublado: 7896012217054

Legendado: 7896012217061

Especificações de DVD

Idiomas: Inglês/Português/Espanhol

Legendas: Inglês/Português/ Espanhol

Som: Dolby Digital 5.1

Formato de Tela: Widescreen 1.85:1 (16X9)

Código de Produto: 790046

Código de Barras: 7896012217078

Inclui Bônus Especial*

*Bônus Especial

Disco 1

- Comentários em Áudio

- A invenção de Maurice – GAME

- Quebre o Feitiço

- Cante com Disney

- Versão da Edição Especial

- Versão Lançada no Cinema

Disco 2

ORLOGE & LUMIERE

Origens de A Bela e a Fera

Desenvolvimento

- Trazendo a História para a Tela

- Primeira Apresentacão

História

- Encontrando a História

- Versão Alternativa:“Pra Você”

- Introdução de Don Hahn à Música Excluída: “Humano Outra Vez”

- Música Excluída“Humano Outra Vez”

Música

- Magia Musical

- A Transformação

- Introdução de Alan Menken à Música Excluída: “Humano Outra Vez”

- Música Excluída “Humano Outra Vez”

Os Personagens

- Força do Personagem

- Os Heróis Vocais

- Galeria de Arte de Personagem

Desenhos de Produção

- O palco está pronto

- Conceito de Arte

- Modelos e Cenários

Animação

- Animação

- Testes de Animação, Esboços e Desenhos

- A Transformação: Versão a Lápis

- Uma Transformação: Glen Keane

Truques do Mercado

- Animando com Computadores

- Teste de Câmera

Lançamento e Reação

- Uma Prévia de Alta Qualidade

- Lançamento e Reação

- Prêmios

- Howard Ashman: In Memorian

- Trailers e Comerciais de TV

- Galeria de Publicidade

- Formato Grande da Galeria de Publicidade

- Vídeo Musical de A Bela e a Fera interpretado por Celine Dion & Peabo Bryson

O Musical da Broadway

- O Marco da Broadway

- Galeria de Publicidade do Musical da Broadway

- Galeria de Fantasia

- Edição Especial

MADAME SAMOVAR

O Making of de A Bela e a Fera

Jogo da Personalidade da Madame Samovar

A História por Trás da História

- Introdução

- Cinderela

- O Rei Leão

- Pocahontas

- Mogli – O Menino Lobo

- A Bela Adormecida

- Mulan

- O Corcunda de Notre Dame

Vídeo Musical de A Bela e a Fera interpretado por Celine Dion & Peabo Bryson

ZIP

- A Magia da Animação Disney

- O Desafio Musical de Zip

- Vídeo Musical de A Bela e a Fera interpretado por Jump 5

O Segredo da Ala Oeste

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Em comemoração ao seu 10o aniversário, o clássico de animação da Walt Disney Pictures, A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), faz sua reestréia nas telas de cinemas de todo o mundo, numa edição especial para as gigantescas telas IMAX (IMAX não disponível no Brasil). Seu relançamento torna-se ainda mais emocionante, pois vem acrescido de uma nova introdução – uma seqüência musical animada de seis minutos, apresentando a canção “Human Again” (na versão brasileira dublada, “Humano Outra Vez”), composta para o filme original pelos compositores premiados com o Oscar®, Howard Ashman e Alan Menken. Os arquivos originais de A Bela e a Fera (Beauty and the Beast) foram restaurados digitalmente e meticulosamente remasterizados, quadro a quadro, para se tirar total proveito de sua projeção em tela gigante. Liderados pelos realizadores originais – o produtor Don Hahn e os diretores Kirk Wise e Gary Trousdale — os maiores animadores e técnicos Disney fizeram um trabalho magistral de remover toda a sujeira e poeira da película, acrescentar detalhes e efeitos e criar novas cenas animadas especialmente para este relançamento. Quase todos os animadores originais criaram novas cenas de seus personagens para as novas seqüências e todos os dubladores do elenco de grandes astros do filme original – incluindo Paige O’Hara, Robby Benson, Angela Lansbury, Jerry Orbach, David Ogden Stiers e Jo Anne Worley – reprisaram seus papéis. A equipe de regravação de som, indicada ao Oscar® com o filme original, também trabalhou neste lançamento especial, remixando as bandas de som originais a fim de aproveitar-se de todo o potencial acústico dos sistemas de som dos cinemas de telas gigantes. As novas películas cinematográficas e os avanços tecnológicos também contribuíram para dar a este relançamento um visual inédito e absolutamente espetacular.

A Bela e a Fera foi somente o segundo longa de animação Disney a ser produzido digitalmente. Todos os desenhos e elementos de produção do filme original foram armazenados digitalmente numa fita magnética de 8mm e, subseqüentemente, transferidos e arquivados em 9.000 CD-ROMs. Estes CD-ROMs serviram de matrizes para a criação de três versões do filme em formato grande para exibição nos cinemas IMAX® e em outras telas gigantes. Leitores especiais de câmeras e novos e modernos equipamentos de revelação e copiagem de filmes trabalharam ininterruptamente na reformatação do filme original para as telas gigantes e na produção das novas cópias (nos formatos de 8 e 15 perfurações), o que lhe proporcionou muito mais nitidez e dimensionalidade e uma qualidade de som de primeira.

Lançado originalmente em 1991, A Bela e a Fera tornou-se um campeão de bilheteria (o primeiro longa de animação a ultrapassar a barreira dos US$100 milhões de dólares de faturamento no seu lançamento inicial), um favorito junto aos espectadores de todo o mundo e um marco importante na história da arte da animação. O filme foi o primeiro e único longa-metragem de animação a receber uma indicação para o Oscar® de Melhor Filme da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood e a vencer um Globo de Ouro de Melhor Comédia/Musical. No total, o filme recebeu seis indicações ao Oscar® de 1992, vencendo as estatuetas de Melhor Canção (“Beauty and the Beast”) e de Melhor Trilha Original (composta por Alan Menken). Recebeu ainda outros prêmios da indústria fonográfica, vencendo dois Grammys.

À época de seu lançamento original, A Bela e a Fera encantou os críticos e teve um papel fundamental no renascimento do interesse pelo gênero musical. Além disso, o filme também ajudou a ressuscitar os musicais da Broadway, com a estréia de sua montagem teatral em 1994. O musical da Broadway, que incluía nova canções do compositor Alan Menken (com letras adicionais de Tim Rice), continua em cartaz até hoje, após mais de 3.000 récitas, tornando-se o 10o musical há mais tempo em cartaz na história da Broadway. O espetáculo foi indicado a nove Tonys (tendo vencido o prêmio na categoria de Melhor Figurino) e já foi apresentado em turnês por todo os Estados Unidos e em países como a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha e o Japão.

O crítico teatral mais importante e influente de Nova York, Frank Rich (do The New York Times), escreveu: “Qual é a melhor partitura de comédia musical da Broaday de 1991? Não resta a menor dúvida: é a trilha composta por Alan Menken e Howard Ashman para A Bela e a Fera, o filme de animação dos estúdios de Walt Disney, cuja versão teatral estreou esta semana.” E ainda observou: “Sua partitura arrepiante para A Bela e a Fera… deixa claro o que andava faltando no cenário musical da Broadway.”

O falecido crítico de cinema, Gene Siskel, deu ao filme sua recomendação máxima, declarando: “O gênero musical tem estado praticamente morto no cinema norte-americano nos últimos 20 anos; este filme lhe dá nova vida com uma partitura sensacional. E os realizadores acertaram em todos os detalhes.” Jami Bernard, do New York Post, escreveu: “Os feitos mais espetaculares deste filme são a animação dos personagens e o uso sofisticado de seus ‘movimentos de câmera’ – como na tomada complexa que desce em vórtice do candelabro do teto até o casal valsando no salão de baile vazio.”

Ainda mais importante, o sucesso de A Bela e a Fera deu um tremendo impulso ao departamento de animação dos estúdios Disney, o Walt Disney Feature Animation, contribuindo ainda mais para o renascimento artístico iniciado dois anos antes, com o lançamento de A Pequena Sereia (The Little Mermaid, cuja trilha também incluíra canções de Ashman e Menken). Os filmes de animação passaram a ser encarados como um gênero sério de cinema, o que levou à revitalização desta forma de arte. Subseqüentemente, os estúdios Disney lançaram outros musicais animados, como Aladdin, O Rei Leão (The Lion King), Pocahontas – O Encontro de Dois Mundos (Pocahontas), O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame), Hércules (Hercules), Mulan e Tarzan.

Thomas Schumacher, presidente da Walt Disney Feature Animation e da Buena Vista Theatrical Group, descreve assim a continuada popularidade do filme: “Há algo de especial na essência de A Bela e a Fera; algo de especial acerca do relacionamento entre Bela e a Fera; e algo de especial na mensagem que a música passa aos seus espectadores. Ela não só é sedutora e cativante, com canções como ‘Be Our Guest’, mas também tem muito a dizer acerca da força transformadora do amor. O amor tem o poder de curar, e todos aqueles que assistiram ao filme ou à montagem teatral se comovem profundamente com isso. Não importa em que época vivemos nem o idioma em que se assista ao filme e ao musical, sua mensagem é de otimismo.”

Roy E. Disney, vice-chairman da The Walt Disney Company, admite: “A Bela e a Fera é meu filme favorito da última década. É uma realização magnífica e todos aqueles que participaram da sua produção se sentem parte de uma grande família. Foi a maior produção que já havíamos realizado até então e a indicação ao Oscar® tornou o filme ainda mais especial para todos nós. Ele foi exibido no Festival de Cinema de Nova York, no Festival de Cannes e foi ovacionado de pé em todo o mundo. Bela era uma história que tínhamos de filmar, e Howard Ashman e Alan Menken lhe deram uma atmosfera grandiosa digna das comédias musicais da Broadway. O filme seguiu os cânones e a tradição dos contos de fadas que havíamos filmado até então, mas possuía um ineditismo e uma originalidade que conquistaram as platéias de todo o mundo.”

Acerca da reestréia do filme nas telas gigantes, comenta Dick Cook, chairman do The Walt Disney Motion Pictures Group: “O 10o aniversário de A Bela e a Fera é realmente emocionante porque nos dá a oportunidade de trazer o filme de volta, apresentando-o a toda uma nova geração de espectadores. Muitos daqueles que assistiram ao filme dez anos atrás agora têm filhos com os quais poderão compartilhar o filme. Nesta edição especial, o filme está maior e melhor do que nunca e apresenta uma nova seqüência que havia sido planejada para o lançamento original de 1991. Ele sempre foi um filme mágico e vê-lo numa tela gigantesca é muito emocionante e divertido.”

A Bela e a Fera é o primeiro longa-metragem ficcional a ser exibido em cinemas de telas gigantes”, acrescenta Cook. “Ao invés de simplesmente pegar a versão em bitola de 35mm e ampliá-la para uma tela gigante, nossa equipe partiu da master com os elementos digitais originais do filme e passou mais de um ano reformatando cada fotograma, acrescentando detalhes e efeitos, e retificando imperfeições que nunca chegaram a ser notadas anteriormente. Assistir a esta edição especial comemorativa é como assistir ao filme pela primeira vez. O público verá nuances que jamais viu antes. As cores estão mais vivas e mais saturadas do que nunca. Kirk e Gary revisaram todas as cenas do filme original, uma a uma, para garantir que todas estivessem absolutamente perfeitas. A exibição em tela gigante nos envolve e nos fazer sentir parte do filme. Desde as cenas de abertura, o público ficará convencido de que o filme foi feito em 3D, porque, com o formato ampliado, parece que estamos realmente atravessando a floresta e percorrendo as ruas da aldeia com Bela. Os espectadores se tornam observadores presentes de tudo que acontece ao seu redor e essa é uma experiência que não se tem em nenhum outro formato.”

E acrescenta o produtor Don Hahn: “Este filme nasceu para as telas gigantes. É emocionante vermos o castelo da Fera, e a cena de baile com Bela trajando com seu lindo vestido de baile, numa tela da altura de um prédio de seis andares. Não poderia haver melhor maneira de exibir o filme do que em formato gigante. Nós não só assistimos aos personagens, mas nos colocamos lado a lado com eles dentro do filme.”

A Bela e a Fera continua sendo até hoje uma das histórias românticas mais populares que o mundo já conheceu, um material rico que serviu de inspiração para o 30o longa-metragem de animação dos estúdios de Walt Disney. Esta fábula clássica sobre uma bela jovem e seu encontro com uma fera encantada sempre fascinou e intrigou os autores, os cineastas e as platéias. Graças ao talento e à imaginação dos artistas Disney, à sua inspirada partitura musical composta por dois vencedores do Oscar® e à contribuição de um elenco de dubladores de grande talento, esta fantasia clássica assumiu uma dimensão nova e emocionante, unicamente possível através da magia da animação.

Passado numa pequena aldeia francesa no final do século XVIII, A Bela e a Fera segue as incríveis aventuras de Bela, uma jovem atraente e inteligente que foge da rotina tediosa de sua vida provincial – e dos incansáveis galanteios de seu belo, mas brutal pretendente, Gastão – através dos livros. Quando seu pai, um inventor, vai dar no castelo de uma fera horrenda e é feito prisioneiro, Bela chega para salvá-lo e se oferece para assumir o lugar do pai. Com a ajuda dos empregados encantados do castelo – um bule de chá, um candelabro e um relógio, entre outros – ela logo passar a ver que por trás da aparência assustadora da Fera se esconde o coração e a alma de um príncipe humano. Enquanto isso, consumido pela rejeição e pelo ciúme, Gastão demonstra ter o coração de um monstro e lidera uma turba enfurecida até o castelo para a cena climática do filme.

A Bela e a Fera foi a quinta fábula clássica a ser adaptada pelos estúdios Disney na forma de um longa de animação. A tradição teve início em 1937, com Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs), baseado no famoso conto de fadas dos irmãos Grimm. Na década de 50, Walt Disney e seus animadores transformaram em grandes sucessos das telas dois clássicos franceses do escritor Charles Perrault – Cinderela (Cinderella, 1950) e A Bela Adormecida (Sleeping Beauty, 1959). Outro autor famoso de fábulas infantis, Hans Christian Andersen, forneceu a inspiração para A Pequena Sereia (The Little Mermaid), o lançamento Disney de 1989.

Transformar A Bela e a Fera num longa de animação Disney foi um enorme desafio que consumiu mais de três anos e meio de trabalho de quase 600 animadores, artistas e técnicos, sem falar em quase um milhão de desenhos e 226.000 folhas de acetato pintadas individualmente. À frente da equipe estavam o produtor Don Hahn, um veterano há 25 anos na Disney, e dois talentosos jovens diretores, Gary Trousdale e Kirk Wise, que fizeram sua estréia diretorial no filme. Este mesmo trio de cineastas reeditou sua parceria na criação de O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1996) e Atlantis – O Reino Perdido (The Lost Empire, 2001). Dez supervisores de animação ficaram encarregados de dar vida a personagens específicos, com a ajuda de um grupo de talentosos animadores de personagem, arte-finalistas e outros artistas. Os animadores da divisão Disney baseada nos estúdios Disney-MGM de Lake Buena Vista, na Flórida, também contribuíram para a produção.

Usando temas clássicos e elementos básicos das fábulas tradicionais como ponto de partida, a roteirista Linda Woolverton criou um roteiro original que se tornou a espinha dorsal estrutural e emocional para o desenvolvimento visual e suas respectivas fases de storyboard. O produtor executivo e letrista Howard Ashman também contribuiu muito para o desenvolvimento e a estrutura da narrativa desde as suas fases iniciais. Roger Allers assumiu a supervisão da história, enquanto Brian McEntee e Ed Ghertner ficarma responsáveis pela direção de arte e pelo layout, respectivamente. Lisa Keene supervisionou uma equipe de 14 artistas que criaram os 1.300 cenários do filme. Sarah McArthur foi a produtora associada e John Carnochan (A Pequena Sereia) foi o montador do filme.

Os supervisores da criação do novo segmento animado desta edição especial, “Human Again”, foram o diretor de arte, Ed Ghertner, e o coordenador artístico, Dave Bossert. Os supervisores artísticos do segmento foram John Sanford (História), Mitchell Bernal (Layout), Alex Topete (Arte-Final), Dean Gordon (Cenários) e Steve Moore (Efeitos Especiais). Marshall Toomey foi o supervisor de layout da edição para telas gigantes, com Lisa Keene supervisionando os cenários e Tom Baker guiando o planejamento das cenas. Ellen Keneshea foi a editora desta edição especial.

A história vem entremeada com sete canções extraordinárias da dupla de compositores premiados com o Oscar®, Howard Ashman e Alan Menken, também responsáveis pela trilha do grande sucesso musical de animação Disney de 1989, A Pequena Sereia (The Little Mermaid) e da comédia recordista de bilheteria de 1992, Aladdin. Mais uma vez, as letras sofisticadas de Ashman e as melodias inesquecíveis de Menken criaram canções que são não só interlúdios musicais divertidos, mas que também funcionam como elementos narrativos importantes para o avanço da trama e para o desenvolvimento das personagens. Menken, vencedor de oito Oscars®, também é compositor da trilha instrumental do filme. A morte prematura de Howard Ashman, em marco de 1991 (oito meses antes de Bela ser lançado), privou o mundo de um dos maiores artistas do nosso tempo. Sua genialidade, entretanto, continua viva em seus filmes Disney e em seus musicais teatrais.

Do ponto de vista da dublagem, contribuiu para a criação das personagens um elenco de atores e atrizes de grande talento, numa interpretação magistral de suas falas e números musicais. A atriz teatral veterana, Paige O’Hara, foi escalada para interpretar a protagonista feminina, Bela, dentre as centenas de grandes intérpretes da Broadway que participaram dos testes para o papel. A sinceridade do seu desempenho, combinada ao seu virtuosismo como cantora, fizeram dela a escolha perfeita para a heroína independente, aventureira e romântica. Igualmente impressionante no tipo de atuação polivalente exigida pelos realizadores para o protagonista masculino, o ator Robby Benson foi selecionado com base no seu excelente teste de elenco. O ator confere um senso de humor e humanidade a esta criatura de aparência horrenda que precisa aprender a amar e ser amada a fim de quebrar o feitiço sob o qual tem vivido.

O ator teatral Richard White é a voz máscula por trás de Gastão, um personagem bonitão e ridiculamente convencido que está determinado a casar-se com Bela. Quando as coisas não saem de acordo com seus planos, ele demonstra ter o coração de uma fera por trás de sua beleza exterior. Tanto nos bons quanto nos maus momentos, Gastão sempre pode contar com seu leal parceiro, Lefou, cujo desempenho hilário ficou a cargo do ator Jesse Corti. O falecido Rex Everhart, outro grande ator teatral, está genial no papel do inventor Maurice, o pai de Bela, cujas invenções pouco convencionais encontram-se muito à frente de seu tempo.

As vozes dos principais objetos encantados – as criadas e criados do castelo que foram transformados ao mesmo tempo em que o príncipe egoísta caiu sob o feitiço de uma bruxa, transformando-se numa fera horrenda – são dubladas por um elenco de atores de primeira. Angela Lansbury, vencedora de quatro prêmios Tony e aclamada tanto nos cinema quanto no teatro e na televisão, tem um desempenho efervescente no papel de um bule de chá chamado Madame Samovar (Mrs. Potts), uma senhora simpática que gosta de dar conselhos maternais ao seu filho, Zip (Chip, dublado por Bradley Pierce) e a Bela. O veterano astro do teatro, do cinema e da televisão, Jerry Orbach, brilha na voz de um candelabro de sangue quente chamado Lumiere, o antigo mordomo do castelo, cujo charme e tradicionalismo transformam qualquer refeição frugal num grande evento. O ator David Ogden Stiers está sensacional dublando a voz de Orloge, um relógio “com a corda toda” que funciona como chefe do cerimonial da casa e que tenta fazer com que a rotina doméstica “funcione feito um relógio”. Concluindo o elenco de dubladores, a comediante Jo Anne Worley dubla a voz de um guarda-roupa excêntrico.

A Bela e a Fera é realmente uma história “tão antiga quanto o tempo”, com variações em seu tema central que remontam à mitologia grega. Em 1550, o autor italiano Giovan Straparalo escreveu a primeira versão da história na forma que ela é originalmente conhecida. A fábula adquiriu popularidade durante o século XVIII, nas edições publicadas pelas autoras francesas Madame Le Prince De Beaumont e Madame Gabrielle di Villeneuve. Em 1946, o aclamado diretor francês, Jean Cocteau, usou imagens cinemáticas com contornos líricos em sua inusitada adaptação da histórias às telonas de cinema (La Belle et la Bete). Outras versões do filme se seguiram, bem como uma popular produção de televisão, em 1987, que transpunha o cenário da história para a Nova York dos dias atuais.

“A criação da nossa própria versão para A Bela e a Fera nos insere nessa tradição peculiar da fábula”, conta o produtor Don Hahn. “É curioso como cada geração e cultura adapta sua história segundo seus próprios parâmetros. Seus temas, ‘não devemos julgar ninguém pelas aparências’ e ‘quem vê cara não vê coração’, são tão relevantes hoje quanto foram no passado.”

A roteirista Linda Woolverton concorda. “A moral desta história é realmente atemporal. Ela ensina aos espectadores a olharem além das aparências e do materialismo e mostra que aquilo que está em seus corações, em suas almas, é o que verdadeiramente importa.”

“HUMANO OUTRA VEZ”: UMA ANIMAÇÃO E UMA CANÇÃO NOVAS NO PROGRAMA MUSICAL

Entre as canções originais que Howard Ashman e Alan Menken compuseram para a versão cinematográfica original de A Bela e a Fera, havia uma valsa melódica e arrebatadora, intitulada “Human Again”. A canção foi composta para ser interpretada por Lumiere, Orloge, Madame Samovar e pelos outros objetos encantados do castelo da Fera, enquanto o tempo passa e seu senhor vai se aproximando cada vez mais de sua hóspede, Bela.

Embora fosse um dos números musicais favoritos dos compositores e dos cineastas, a canção impunha obstáculos à narrativa que não puderam ser solucionados em tempo hábil. Criada originalmente como um número musical com 11 minutos de duração, a canção acabou sendo substituída por uma canção mais curta e direta, “Something There”. Posteriormente, em 1994, “Human Again” foi incluída em Beauty and the Beast: The Broadway Musical, tornando-se uma das maiores sensações do musical premiado com o Tony. Encorajados por essa resposta, Hahn e os diretores começaram a explorar maneiras de reincorporar o número ao filme no futuro, numa oportunidade propícia.

Hahn relembra: “Há cerca de quatro anos, Kirk, Gary e eu estávamos sentados falando acerca da edição especial de Guerra nas Estrelas (Star Wars Special Edition) que havia acabado de sair e Kirk sugeriu, brincando: ‘Não seria divertido fazermos uma edição especial de Bela com ‘Human Again’ ou outros materiais novos?’ Quando o chefe do Feature Animation disse que achava a idéia ótima, a sugestão deixou de ser brincadeira e começamos a pensar num modo de se fazer isso. Nós já havíamos feito os storyboards da seqüência para a produção original, mas refizemos todo o trabalho para esta edição especial do filme. Encontramos um lugar perfeito para o número logo após à seqüência de ‘Something There’, e ele conferiu uma maior profundidade emocional à narrativa. A canção acompanha uma nova cena com Orloge ensinando aos empregados como criar uma atmosfera romântica como nenhum homem – ou fera – jamais viu antes.”

E acrescenta o diretor Gary Trousdale: “‘Human Again’ foi composta para o filme original, mas por uma série de razões não pôde ser incluída. Ela desviava a atenção do conflito entre Bela e a Fera e tornava o filme longo demais. Finalmente, oito anos depois, com um maior distanciamento crítico e após testemunharmos seu sucesso na versão musical da Broadway, conseguimos inseri-la de um modo eficaz no filme.”

Kirk Wise observa: “Acredito que a inclusão de ‘Human Again’ torna a história ainda mais profunda. O público passa a se familiarizar com os objetos de uma forma mais pessoal e a conhecer quais são seus sonhos e aspirações para o momento quando o feitiço finalmente venha a ser quebrado. Ela também dá uma perspectiva nova ao relacionamento entre Bela e Fera. O público descobre um segredo acerca de Fera que não é do conhecimento de mais ninguém, isto é: pelo fato de ter vivido tanto tempo como um monstro, ele não sabe mais ler. Isso foi idéia de Howard. Ele achou que seria comovente se Bela fizesse o gesto generoso de ensiná-lo a ler. Trata-se de mais um exemplo – e bastante eficiente – de como ele recupera sua humanidade. A canção possui todas as marcas registradas de Howard: sagacidade, entretenimento e humor.”

Menken acrescenta: “‘Human Again’ foi talvez o número mais ambicioso que eu e Howard compusemos para o filme. Era uma valsa exuberante, onde os objetos falam sobre como seu destino está prestes a mudar e que logo eles voltarão a ser humanos outra vez. Seu tema era a passagem do tempo. A letra incluía o verso ‘Tique-taque, o tempo passa’. Era um motivo muito ingênuo que dizia que o tempo estava passando e eles estavam próximos de conseguirem aquilo que queriam. Mas havia um problema, uma vez que Maurice está perdido na floresta durante todo esse tempo e Bela está lá fora tentando salvá-lo. Nós sabíamos que ele não poderia ficar perdido na floresta durante nove meses e não conseguíamos encontrar uma maneira de resolver esse impasse. Essa questão da passagem do tempo nos deixou realmente frustrados e por isso compusemos a canção ‘Something There’ para assumir seu lugar.”

“‘Human Again’ acabou se tornando para nós uma espécie de ‘grande canção perdida’”, acrescenta Menken. “Uma das coisas mais maravilhosas desta edição especial de aniversário foi o fato de ela nos dar uma oportunidade de resgatar esse material e alterar as coisas que não havíamos conseguido resolver a tempo dez anos atrás. O público terá uma experiência totalmente nova agora que ‘Human Again’ foi reincorporada ao filme.”

Para Paige O’Hara, a dubladora de Bela, a gravação e a inclusão de “Human Again” foi um sonho que se tornou realidade. Segundo ela, “‘Human Again’ me emociona muito. Era a canção favorita de Howard e fiquei muito decepcionada quando ela acabou sendo excluída do filme. Agora que ela voltou, sei que Howard está assistindo a tudo, de onde estiver, e que está muito feliz em ver isso acontecendo. É realmente uma canção maravilhosa que mostra outra dimensão e uma maior vulnerabilidade dos demais personagens do castelo. O público passa a conhecer seus sonhos e aspirações para quando retomarem suas vidas.”

“Trabalhar com Howard e Alan foi uma experiência que mudou minha vida. São raras as épocas que produzem gênios como Richard Rodgers e Oscar Hammerstein, e acho que Ashman e Menken se enquadram nessa categoria. Há uma magia genuína entre eles, e assistir seu trabalho, só de estar em sua companhia já era emocionante e intimidante. Eles têm algo indefinível e sua música é incrivelmente carismática.”

Hahn acrescenta: “‘Human Again’ é uma canção genial, uma das nossas preferidas e, sem dúvida, uma das preferidas do público do musical da Broadway, o que, creio eu, deu-nos a coragem que nos faltava para inseri-la no filme. Seu retorno ao filme é uma homenagem a Howard. Trata-se de uma das últimas obras-primas compostas por Howard Ashman e um grande presente para o público.”

Para os animadores, a inclusão da seqüência de “Human Again” deu-lhes a chance de revisitar velhos amigos. A equipe original foi convocada para criar novas cenas animadas embaladas pelo novo número musical. A animação teve início em 1998 e levou quase um ano para ser concluída.

Nik Ranieri, o supervisor de animação de Lumiere, relembra: “Eu fiquei muito entusiasmado de voltar a trabalhar neste personagem e ‘Human Again’ contava com uma boa participação de Lumiere. A primeira coisa em que pensei foi, ‘Como vou lidar com o personagem? Já se passaram 10 anos e não sei se ainda sou capaz de desenhá-lo.’ Eu resgatei dos arquivos seus esboços de animação, comecei a redesenhá-lo e aos poucos fui pegando novamente o jeito da coisa. Foi como revisitar um velho amigo. Foi um grande prazer voltar a trabalhar nele e também saber que ainda sou capaz de desenhá-lo.”

“Pensando racionalmente, faz muito tempo desde que trabalhei nesse filme”, comenta Will Finn, supervisor de animação de Orloge, “mas a sensação é a de que foi ontem. Foi uma experiência tão vívida e emocionante que foi incrível ver nosso trabalho se transformar nesta jóia que é o filme. Ele ainda é o filme no qual curti mais trabalhar. Eu ainda o assisto e me emociono com sua história, ao invés de ficar pensando no seu processo de produção na época. Foi um trabalho muito gratificante porque Orloge era um personagem maravilhoso e porque a voz rica, hilária e versátil de David Ogden é um sonho para qualquer animador.”

A supervisora de cenários, Lisa Keene, relembra: “Achei interessante assistir ao filme 10 anos depois porque pensei que iria assisti-lo com um certo distanciamento, como um espectador qualquer. Mas não foi assim. Eu acabei revivendo toda aquela experiência novamente. Eu tive o raro privilégio de voltar a trabalhar nesse filme e de abordar algumas das questões que não haviam sido incluídas em sua versão original, e isso foi muito gratificante. A tecnologia passou por grandes avanços e por isso conseguimos fazer coisas que haviam sido impossíveis anteriormente. A poeira nas imagens originais se pareciam a bolas de tênis nas telas. Na época, não era possível fazermos retoques digitais para remover todas as imperfeições. Neste relançamento, examinamos todo o filme e decidimos quais elementos eram pitorescos e quais precisavam ser retocados. Hoje essas coisas podem ser facilmente corrigidas digitalmente e esses pequenos ajustes foram realmente de grande valia.”

A BELA E A FERA: UMA DÉCADA DEPOIS

Já se passou uma década desde que a versão animada dos estúdios Disney para A Bela e a Fera deslumbrou pela primeira vez as platéias em sua estréia nas telas. Para seus cineastas e dubladores, entretanto, a experiência continua sendo inesquecível.

Segundo o produtor Don Hahn, “A Bela e a Fera é um filme único no cinema. Eu realmente acredito que seja uma das maiores histórias de amor jamais contadas e, durante a produção do filme, ela nos pareceu uma das fábulas românticas mais apaixonantes do mundo. Foi também um projeto no qual contamos com grandes artistas e animadores, e também com a parceria genial de Howard Ashman e Alan Menken. Relembrando aquela época, eu realmente acredito que conseguimos criar algo genuinamente mágico neste projeto tão especial.”

E acrescenta o diretor Kirk Wise: “Acho que A Bela e a Fera foi especial devido à sua combinação mágica de humor, música e grandes talentos, tudo isso reunido no filme certo no momento certo. Durante a produção do filme, tínhamos a consciência de que trabalhávamos em algo muito especial, mas não tínhamos idéia de que ele se tornaria um clássico. Trabalhar com Howard e Alan foi sensacional. Eles são geniais e, até hoje, ninguém criou como eles canções que não só conduzem o fio narrativo da história, mas também nos mostram a sensibilidade de cada personagem. A gente nunca tem a sensação que o filme todo parou subitamente para a inserção de um número musical. As canções fluem tão naturalmente em meio à história que simplesmente parecem outro elemento intrínseco à ela.”

“É um prazer ouvirmos as letras inteligentes e líricas de Howard”, observa o diretor Gary Trousdale. “Elas realmente deram a nós, cineastas, uma fonte rica de inspiração. Nosso desafio sempre foi o de criarmos cenas de animação à altura da inteligência de suas letras.”

Segundo Alan Menken, “A Bela e a Fera foi um marco na minha vida. Qualquer trabalho que desperte o interesse de tanta gente, ao longo de tantos anos, num mundo que muda tão rapidamente quanto o nosso, é muito especial, é algo extraordinário. Ele se tornou uma experiência única na minha vida por várias razões, pois me deu a chance de trabalhar com uma equipe das mais talentosas – atores, animadores, coreógrafos, etc. Foi uma odisséia e tanto. O filme estabeleceu um novo parâmetro de sofisticação para os musicais de animação. Lembro que quando Howard e eu executamos pela primeira vez as canções ‘Belle’ e ‘Be Our Guest’ para os realizadores, ficamos atônitos e sem saber se iriam rir de nós ou não.”

“Minha reação ao assistir ao filme pela primeira vez, e a cada vez que volto a vê-lo, tem sido lembrar de Howard, especialmente ao seu encerramento, na dedicatória que fazemos a ele. Ele trabalhou com tanta dedicação neste filme, mas faleceu seis meses antes de ele estar concluído e, com isso, jamais teve a chance de testemunhar seu sucesso. Por isso, Bela é um projeto tão emocionante, tanto para mim quanto para todos aqueles que conheciam e amavam Howard Ashman. Ele tinha um talento incrível para criar personagens com alto grau de comicidade e sofisticação, a exemplo de Gastão. Ele criou um personagem que nos fazia rir, mas que ao mesmo tempo funcionava como o vilão da trama. A idéia de contar uma história sem um lado cômico é impensável no gênero musical. Howard fez um trabalho de grade paixão e sua contribuição para o filme é gigantesca. Quando gravávamos ‘Human Again’ há alguns anos, eu senti que ele estava, de fato, presente em espírito ao nosso lado no estúdio.”

Robby Benson, o talentoso ator que dubla a voz de Fera, comenta: “Quando soube que o filme seria relançado fiquei exultante. Primeiramente, porque me daria a chance de voltar a trabalhar com grandes atores que haviam se tornado grandes amigos meus. E também porque a idéia de ver o filme projetado em telas gigantes é emocionante. Eu adorei dublar a voz de Fera porque ele é cheio de conflitos internos. É uma alma torturada e não apenas um principezinho ganancioso que foi transformado numa figura animada exagerada e caricatural. Ele quer fazer as coisas certas e sente-se muito frustrado consigo mesmo. Revisitar essa personagem foi maravilhoso. Minha filha, que hoje tem 15 anos, presenciou todo o processo de produção 10 anos atrás e, hoje, meu filho de cinco anos passará pela mesma coisa novamente.”

Jerry Orbach, dublador de Lumiere, observa: “É como interpretar o Grilo Falante. É um prazer estar ligado a um personagem como Lumiere, que é alguém sem idade e sem época. Quando vi a grandiosidade do filme e a qualidade da animação e da produção, lembrei dos grandes clássicos Disney como Pinóquio e Cinderela. Acho que motivo pelo qual todos amam tanto A Bela e a Fera é graças à sua mensagem de que todos podem encontrar o amor, mesmo sendo a criatura mais feia do planeta. Trata-se de uma bela moral, que enche as pessoas de esperança. O filme é maravilhoso por sua força e sua mensagem eterna.”

David Ogden Stiers, o dublador versátil de Orloge, acrescenta: “É um clássico Disney. Quando começamos a trabalhar no filme, há mais de 10 anos, todos embarcamos nesse trem e nunca mais desembacarmos. Uma das coisas que o tornou tão sensacional foi o modo como as canções são entremeadas sem costuras na narrativa. Todas elas mostram o que os personagens estão sentindo ou funcionam como um verdadeiro fio condutor da história, o que é bastante raro. A inclusão de ‘Human Again’ de volta à história dá uma sensação maravilhosa de um círculo que se fecha, agora que ela foi inserida em seu devido lugar.”

Para Glen Keane, o aclamado animador e desenhista da Fera, o relançamento do filme é motivo de muita celebração. “Quando revejo o filme e o meu personagem, sinto que há alguma coisa de muito genuína neles”, afirma Keane. “A animação passa uma grande sinceridade. Eu realmente tentei tornar o personagem verdadeiro e puro. Fera é um personagem único e que adquiriu mais importância do que todos nós imaginávamos. Nunca pensei que ele teria tanto impacto sobre tanta gente. Recebi muitas cartas de crianças – e de adutos – vítimas de maus tratos, que se identificaram muito com o personagem.”

“Desenhar um personagem é uma sensação muito estranha”, prossegue Keane. “Há um período no qual estamos procurando descobrir quem ele realmente é. Aconteceu o mesmo comigo com todos os personagens que já desenhei – de Fera e Ariel a Tarzan. De repente, o traço assume os contornos corretos e lá estão eles. A gente os reconhece e pensa: ‘Aí está você!’ E então a gente tenta desenhá-los de um outro ângulo e eles desaparecem. Aconteceu isso comigo com relação à Fera. Eu tive a chance de abrir sua gaiola e libertá-lo. Agora ele não é mais meu. Eu não o desenhei. Eu simplesmente o libertei.”

Andreas Deja, outro super-astro da equipe de animadores dos estúdios Disney e supervisor de Gastão, relembra: “Acho que essa foi uma das melhores histórias que já contamos. Tudo se encaixou com perfeição, a exemplo do que ocorreu em Cinderela, outra de minhas histórias favoritas. Todos os personagens de A Bela e a Fera passam uma grande sinceridade de sentimentos. Há também um bom equilíbrio entre o drama e a comédia. De início, fiquei confuso com relação ao personagem de Gastão. Ele não era nosso vilão típico. É um sujeito maldoso que parece um cara legal. Ele vai de um homem interessante, engraçado e bonito a uma espécie de bufão e, depois, ao líder de uma turba enfurecida. Gastão passa por um arco emocional completo, o que é sempre interessante em termos de animação.”

UM PASSO “GIGANTE” PARA A ANIMAÇÃO: PREPARANDO BELA PARA SEU CLOSE-UP

A criação de uma versão de A Bela e a Fera adaptada às telas em formato gigante exigiu muito tempo, muito trabalho e um enorme empenho da equipe técnica dos estúdios Disney.

O filme foi somente o segundo longa-metragem Disney a ser produzido digitalmente, empregando um sistema desenvolvido pelo estúdio e premiado com o Oscar®, o CAPS (Computer Aided Production System), e foi graças a essa inovação que as nova cópias do filme reformatadas para telas gigantes se tornaram possíveis. O CAPS permitiu que a arte dos animadores, desenhada à mão e arte-finalizada, fosse digitalizada para dentro dos computadores, onde foi eletronicamente colorida e combinada com os vários cenários e efeitos especiais. Originalmente armazenados numa fita magnética de 8mm, todos os elementos de produção de A Bela e a Fera foram, subseqüentemente, transferidos e arquivados em 9.000 CD-ROMs. Usando esses CD-ROMs como matrizes digitais, o departamento de filmagem dos estúdios Disney usou leitores especiais de câmeras e novos e modernos equipamentos de revelação e copiagem de filmes para produzir novas cópias especialmente para exibição em telas gigantes.

Ao invés de simplesmente ampliarem o negativo em 35mm existente para um formato maior, os cineastas decidiram criar novos elementos a partir dos arquivos digitais do filme original. Isso deu à imagem uma nitidez muito superior. Durante o processo de reformatação do filme quadro a quadro, eles também removeram partículas de poeira e imperfeições do acetato original e corrigiram imagens que teriam uma aparência feia ou imprópria quando fossem projetadas numa tela de uma altura equivalente à de um prédio com sete andares de altura. Em média, a tela em formato gigante é de 8 a 10 vezes maior que a tela regular em bitola 35mm.

Comenta Hahn: “Só foi possível produzirmos uma versão em formato gigante deste filme porque ele havia sido arquivado digitalmente. Ao invés de trabalharmos a partir de rolos de negativos armazenados em algum arquivo poeirento, pudemos usar esse material digital como fonte da criação de novas cópias especiais para as telas gigantes.”

“O formato amplo nos permite assistir ao filme de uma maneira nova”, conta Roy E. Disney. “Os arquivos digitais dos elementos do filme original nos permitiram recriar o filme para as telas gigantescas. Nossos olhos ficam livres para vagar por todo aquele espaço disponível. A gente se pega olhando para o canto inferior da tela. Podemos ver um pequeno esquilo fazendo alguma coisa à qual antes nunca prestaríamos atenção, se estivéssemos assistindo ao filme numa tela tradicional.”

Os supervisores das novas cópias em formato amplo foram o diretor artístico Dave Bossert e Joe Jiuliano, diretor do departamento de câmeras. Jiuliano e sua equipe fizeram, na verdade, cópias do filme em três formatos amplos diferentes – IMAX (com 15 perfurações de lagura), dome projection, e cópias com 8 perfurações. Duas câmeras especiais de 65mm foram usadas para filmar cada um dos fotogramas armazenados digitalmente numa película de formato amplo. Cada fotograma levava cerca de 2 minutos e meio para ser filmado, num trabalho realizado 24 horas por dia para que o cronograma de produção fosse cumprido dentro do prazo.

Explica Hahn: “A criação de uma versão do filme em formato gigante exigiu uma série de ajustes. Cada fotograma é normalmente armazenado numa resolução de 2.000 linhas, mas quando essas imagens são projetadas numa tela gigante, elas começam ‘pixilar’. Portanto, decidimos duplicar o número de pixels por fotograma para 4.000, o que deu ao filme mais nitidez e um visual impecável.”

Hahn e os diretores Wise e Trousdale analisaram minuciosamente cada fotograma do filme a fim de determinar quais “ajustes” seriam necessários. A ampliação de uma cópia em bitola 35mm para o formato gigante também amplifica todas as imperfeições presentes no filme original. Personagens de fundo com rostos sem definição, cenários incompletos nos corredores do castelo e detalhes que nunca seriam notados numa tela em formato tradicional tiveram de ser identificados e corrigidos. Quase 200 cenas no total exigiram algum tipo adicional de animação, efeitos, detalhes de cenografia e etc. O diretor de arte Ed Ghertner e a supervisora de cenários Lisa Keene lideraram a equipe responsável pelas alterações e acréscimos.

A inclusão da seqüência musical, “Human Again”, implicou em todo um novo conjunto de preocupações para os realizadores. Na canção, os objetos fazem uma faxina completa no castelo em preparação para o encontro romântico que eles esperam que irá se realizar. Eles varrem, limpam e tiram todo o pó do castelo, que fica então imaculadamente limpo.

Hahn explica: “Antes de inserirmos a canção, vimos que havia várias cenas na parte final do filme, nas quais o castelo aparece numa grande desordem. Por isso, a partir do momento em que os personagens interpretam o número ‘Human Again’, tivemos que literalmente revisar todo o resto do filme, fazendo uma faxina geral no castelo. Isso implicou em alterações em 80 a 85 tomadas, nas quais tivemos que consertar digitalmente paredes com o revestimento do papel de parede rasgado, endireitar molduras de quadros que apareciam tortas e, no geral, reparar todas as falhas de continuidade geradas por essa inclusão.”

E acrescenta Jiuliano: “Esta edição de Bela é realmente uma nova versão de um filme já existente. O que o público verá é uma cópia feita a partir de um novo negativo. Começamos com os dados já armazenados, mas agora podemos copiá-los em películas de uma qualidade muito superior àquelas de 10 anos atrás. Nós nos aproveitamos das vantagens dos novos formatos, das novas tecnologias e dos novos sistemas de projeção. O que fizemos foi, na verdade, tornar o filme novo outra vez. O mundo digital nos permite dar continuidade à tradição Disney de preservarmos nossos filmes e apresentá-los de novas maneiras.”

Com relação ao som, a edição de A Bela e a Fera em formato gigante presenteou a equipe de som original, premiada com o Oscar®, uma grande variedade de novas possibilidades. O engenheiro de regravação de som, Terry Porter, explica: “Os cinemas de telas gigantes são espetaculares. Nós, engenheiros de mixagem, podemos levar um filme a extremos no que se refere à escala dinâmica e à equalização do som. Como seus sistemas de amplificação e suas caixas de som são gigantescos, pudemos tornar tudo um pouco mais dramático do que nosso trabalho regular de mixagem para um cinema comum. Numa sala de cinema tradicional, a maior parte do som provém dos alto-falantes centrais localizados atrás da tela. Nos cinemas de telas gigantes, o espectador terá a sensação de estar sentado dentro do filme, com o som circundando-o por toda a sua volta. Conseguimos criar esse efeito explorando o sistema surround e as caixas superiores.”

ORIGENS DO PROJETO

A verdadeira gênese de A Bela e a Fera na forma de um longa de animação remonta a cinco décadas antes na história dos estúdios Disney, uma época na qual Walt e sua equipe de história começaram a estudar seriamente a produção desta história. O projeto acabou sendo deixado de lado quando não se chegou a nenhuma solução satisfatória para a metade final da história, quando Bela se encontra encarcerada no castelo da Fera.

Em meados de 1989, na fase final da produção de A Pequena Sereia (The Little Mermaid), o produtor Don Hahn liderou a excursão de um pequeno grupo de artistas e animadores (incluindo os supervisores Glen Keane e Andreas Deja) a Londres, para um período de 10 semanas de desenvolvimento e pré-produção de A Bela e a Fera. Lá, eles trabalharam numa história e fizeram testes de desenho de personagens, enquanto faziam uma imersão na atmosfera européia que serve de ambientação para o filme. Durante uma viagem de estudos ao vale do Loire, na França, e às belas paisagens do interior do país, a equipe produziu esboços de desenhos e criou um vídeo que, posteriormente, serviram de inspiração para a direção de arte e para o estilo visual geral do filme.

Segundo Hahn, “Contar essa história foi um grande desafio para nós. Na fábula original, o pai de Bela vai até o castelo e colhe uma rosa. A Fera fica revoltada, joga-o numa masmorra, mas concorda em soltá-lo se ele enviar a filha para assumir o seu lugar. Ela segue passivamente as ordens do pai e o resto da história mostra, basicamente, os dois protagonistas jantando juntos todas as noites, enquanto Fera tenta sem sucesso convencer a jovem a se casar com ele.”

“Nós sentimos que precisávamos dar mais energia à trama, criando situações mais dramáticas e fazendo com que nossa heroína corajosamente fosse até o castelo por vontade própria para lutar pela libertação de seu pai. Howard Ashman teve a idéia de transformar os objetos enfeitiçados do castelo em criaturas vivas com personalidades distintas, o que foi um passo revolucionário. Ele também foi o responsável pela adaptação posterior do roteiro na forma de um musical.”

A viagam Londres resultou num drama sério e bem construído, porém sem canções e com pouco humor. O estúdio decidiu reiniciar o projeto do zero, sob a supervisão dos diretores Kirk Wise e Gary Trousdale. Em dezembro de 1989, decidiu-se transformar a produção num musical. A roteirista Linda Woolverton foi enviada à casa do letrista e produtor de A Pequena Sereia, Howard Ashman, em Cold Spring, em Nova York, onde trabalhou com ele durante mais de um mês na inserção das canções no novo roteiro e na estrutura geral do projeto. Ashman tornou-se a força motriz por trás da produção e, ao insistir para que os objetos encantados tivessem personalidades individuais, desempenhou um papel-chave no desenvolvimento da narrativa.

Outra grande diferença entre esta adaptação Disney e as versões anteriores de fábula é o papel de Fera. “Nossa versão conta a história de Fera”, observa Hahn. “Não se trata da história de uma jovem que quer conquistar seu amor e é capaz de sacrificar muita coisa para realizar seu sonho, como Ariel de A Pequena Sereia. É a história de um cara com problemas sérios e de sua redenção final graças a uma série de acontecimentos. Para ele, o taxímetro está correndo e ele precisa encontrar alguém para amá-lo antes que a bandeirada de sua corrida chegue ao fim. Na nossa história, a rosa se torna o tique-taque de um relógio.”

Outro elemento único nesta história é a ausência de um vilão típico. Segundo o supervisor de animação Glen Keane, “Na maioria dos nossos filmes, o herói luta contra obstáculos externos, sejam eles uma bruxa, um dragão ou algum maníaco. Neste filme, embora Gastão se torne uma ameaça real, o verdadeiro inimigo de Fera é ele próprio e sua verdadeira luta é interna, consigo mesmo, contra sua própria natureza. Esta alteração tornou o personagem muito mais interessante para o filme.”

A DIREÇÃO DE ARTE

Na criação do visual de A Bela e a Fera, os cineastas queriam um estilo de cores vivas, inspirado pela ambientação européia da história, mas que mantivesse o padrão dos longas de animação clássicos dos estúdios Disney. O diretor de arte Brian McEntee estudou a fundo a obra de pintores românticos franceses como Fragonard e Boucher em busca de inspiração. Ele também analisou detalhadamente a beleza e a simplicidade de clássicos Disney, como Bambi, tentando incorporar o visual realista, porém estilizado daquele filme. McEntee trabalhou com os diretores e com a supervisora artística dos cenários, Lisa Keene, no desenvolvimento de uma palheta de cores única que se estendesse a todo o filme.

“A cor tem um papel narrativo muito importante nesta história”, conta McEntee. “Desde o início, usamos a cor para destacar Bela, visualmente, do restante do vilarejo – ela é a única que veste a cor azul. Isso reitera a idéia de que ela não se encaixa em meio aos demais.”

E Hahn acrescenta: “Tentamos contar a história tanto através das cores quanto através das formas. As estações se tornaram uma metáfora da nossa história e elas mudam juntamente com a tensão dramática e a ação vista nas telas. Começamos com cores de outono, abóboras e folhas caindo. Quando Maurice se perde em meio à floresta, sentimos o ar enregelar-se e tudo começa a ficar bastante frio. Quando Bela chega ao castelo, o clima frio de inverno torna-se evidente. As primeiras nevascas de inverno caem quando Bela tenta fugir, mas no momento em que ela e Fera já estão mais íntimos e se apaixonando, a neve começa a derreter e vêem-se os primeiro botões de flores nas árvores. Gastão lidera o ataque da turba ao castelo de Fera durante uma tempestade de primavera. Ao final do filme, quando é quebrado o feitiço e Bela e o Príncipe se unem, a primavera encontra-se em todo seu esplendor, com uma explosão de cores. A palheta de cores reflete essas mudanças sazonais, o que confere ainda mais impacto dramático à história.”

Para a supervisora artística Lisa Keene e os 14 artistas que criaram os 1.300 cenários do filme, A Bela e a Fera trouxe-lhes inúmeros desafios. “A maior parte do filme se passa à noite ou no interior do castelo”, conta Keene. “A fim de evitarmos um visual obviamente escuro e sombrio, tivemos de empregar toda nossa criatividade, criando coisas que fossem divertidas. ‘Be Our Guest’ é certamente um desses exemplos, no qual os cenários eram como confete, muito coloridos e chamativos. Para criarmos a emoção necessária à cena romântica no salão de baile, colorimos os interiores em tons suaves de dourado com um azul atraente e vibrante nos contornos externos.”

Outra novidade de grande impacto no visual único de A Bela e a Fera foi a introdução do sistema CAPS, que permitiu aos artistas o uso de uma palheta ilimitada de cores. Vários dos protagonistas do filme foram coloridos com até 17 cores e com contornos com até 7 cores diferentes. Segundo a gerente de Colorização, Gretchen Albrecht, “Este exagero no detalhamento nunca havia sido visto num filme animado desde a Era de Ouro da animação. Nós conseguimos inclusive criar um efeito rosado nas bochechas de Bela e de Madame Samovar empregando uma nova e sofisticada técnica de fusão, utilizada pela primeira vez neste filme.”

CONSTRUINDO A FERA PERFEITA

A criação dos personagens de A Bela e a Fera foi um processo meticuloso e demorado que exigiu um esforço conjunto de vários artistas diferentes. Ao final, entretanto, são o supervisor de animação e sua equipe os responsáveis pelo trabalho de dar vida e naturalidade aos personagens, criando as personagens divertidas que vemos nas telas.

Glen Keane foi o supervisor de animação e desenhista de Fera, bem como o supervisor de seis outros animadores de personagens que trabalharam com ele. Um veterano há 27 anos nos estúdios Disney, seus créditos anteriores incluem a cena climática da luta com o urso em O Cão e a Raposa (The Fox and the Hound), a animação do professor Ratigan de O Ratinho Detetive (The Great Mouse Detective), Ariel de A Pequena Sereia (The Little Mermaid), a magnífica águia Marahute de Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (The Rescuers Down Under), bem como os personagens-título de Aladdin, Pocahontas – O Encontro de Dois Mundos (Pocahontas), e Tarzan. Atualmente, Keane está animando o personagem John Silver, do lançamento da Walt Disney Pictures para a temporada de fim de ano de 2002, Planeta do Tesouro (Treasure Planet).

“Nunca houve anteriormente outro personagem como Fera”, explica Keane, “portanto não tínhamos nenhuma fonte de inspiração à qual recorrer. Comecei a criar Fera tentando entender quem o personagem era em seu âmago. Ele é um homem preso entre dois mundos. É metade animal e metade humano, mas não se sente à vontade em nenhum dos dois papéis. Seu desenho precisava demonstrar seu lado humano – suas emoções, sua afetividade e sua capacidade de amar. Seu lado animal feroz e selvagem precisava deixar claro sua força descomunal e sua agilidade. Eu pensava em todas essas coisas enquanto trabalhava até chegar à forma final do seu desenho. O que me ajudou no processo foram minhas inúmeras visitas ao zoológico, o estudo de vídeos da National Geographic e a análise de animais empalhados.”

Ao final, Keane criou sua própria fera híbrida combinando a juba de um leão, a barba e a anatomia da cabeça de um búfalo, as presas e o focinho de um porco do mato, a testa musculosa de um gorila, as patas e o rabo de um lobo e o corpo volumoso e forte de um urso. A todos esse elementos, ele acrescentou o ingrediente mais importante – sinceridade.

“Os olhos são um espelho da alma”, afirma Keane. “Quando Bela olha nos olhos da Fera, ela precisa ver seu coração e sua alma humanos. Ela precisa enxergar sinceridade e acreditar que ela pode realmente se apaixonar por esta criatura. Isso precisava ficar claro na nossa animação.”

Outro dos objetivos de Keane era o realismo. Isso implicava na elaboração de comportamentos inéditos para um animal. “O personagem precisa ser convincente para nós”, conta ele. “Na cena em que Bela se recusa a descer para o jantar e Fera acaba perdendo o controle, o roteiro pedia que ele subisse a escadaria, enfurecido. Um animal furioso correria sobre as quatro patas e daria um salto dos degraus até o patamar, quase voando pelo ar, que foi exatamente como acabamos animando a seqüência.”

Quanto mais Keane conhecia profundamente seu personagem, melhor ele compreendia sua personalidade complexa. “Na minha mente, existiam na verdade três Feras diferentes. Havia a Fera completamente selvagem e feroz que enfrenta um bando de lobos e se movimenta sobre suas quatro patas. Havia a Fera cômica, que é um homem frustrado consigo mesmo, tentando controlar seu temperamento. Eu me inspirei em Jackie Gleason, enquanto desenhava o personagem com os olhos um pouco mais esbugalhados. E, finalnente, há a Fera sincera, que se comove e expressa suas emoções, quase a exemplo do Homem Elefante. Essa complexidade exigiu ainda mais sensibilidade no modo como nós o desenhávamos.”

O animador dá a Robby Benson o crédito de ter servido de inspiração para a criação da Fera através de seu desempenho vocal. “Ele foi, sem dúvida alguma, o melhor ator que testamos e seu desempenho realmente nos ajudou a dar os contornos emocionais necessários ao personagem”, comenta Keane. “Mesmo com sua voz rica, grave e melodiosa, ele soava como um rapaz de 20 anos dentro do corpo daquela fera, pelo qual Bela seria capaz de se apaixonar.”

DANDO VIDA AOS OUTROS PERSONAGENS

No caso da personagem Bela, os supervisores de animação James Baxter e Mark Henn estavam decididos a criar uma heroína Disney diferente.

“Fisicamente, tentamos lhe dar uma aparência mais européia, com lábios mais carnudos, sobrancelhas um pouco mais escuras e olhos ligeiramente mais apertados que os de Ariel”, explica Baxter. “Ela também é um pouco mais velha que Ariel e mais madura, já que vive afundada nos livros. Tentamos dar-lhe movimentos bem fluidos, seja quando ela caminha ou durante a valsa nos braços da Fera, na cena do salão de baile.”

Nesta cena específica, Baxter animou tanto Bela quanto a Fera, já que os dois personagens dançam juntos. Ele estudou cenas reais de bailarinos e até tomou algumas aulas de valsa somente para poder entender melhor os complexos movimentos deste estilo de dança.

Para Henn, que, anteriormente, havia supervisionado a animação de Ariel e também de outras heroínas como Jasmine e Mulan, a criação desta protagonista foi um grande desafio. “Foi mais difícil animar Bela já que ela é muito realista e tem uma complexidade emocional muito maior”, conta o animador. “Com uma personagem de fantasia como uma seria, temos uma maior licença poética, mas quando a personagem é humana, locomovendo-se sobre duas pernas, todos sabem exatamente o que esperar e, por isso, ela precisa ser convincente para que a história funcione.”

A roteirista Woolverton vê Bela como “uma jovem muito forte, inteligente e corajosa. Ela sacrifica sua liberdade, aquilo que sempre mais quis desde o início do filme, para salvar o pai. Por ser uma leitora ávida, ela encara a vida de um modo diferente, que não necessariamente inclui ser conduzida por algum homem.”

O desafio do supervisor de animação Andreas Deja era transformar o personagem Gastão num homem bonito e interessante, evitando, entretanto, a tendência de torná-lo insosso, uma característica comum nos personagens humanos e bonitos criados até então.

“Tentei dotá-lo com uma grande variedade de emoções – o sarcasmo, a expansividade e a expressividade – que os protagonistas bonitões raramente demonstram”, conta Deja. “Eu queria que Gastão fosse um personagem de desenho que o público pudesse tocar.”

A Deja, não faltaram exemplos que o inspirassem na caracterização de Gastão. “Los Angeles está cheia de tipos bonitões que idolatram a si próprios”, comenta ele. “A gente os vê por toda parte, sempre se admirando no espelho, sempre conferindo se o cabelo e tudo mais estão no lugar certo. Foi divertido observá-los e passar um pouco dessa atitude para Gastão.”

Os supervisores de animação tiveram um pouco mais de licença criativa na elaboração dos desempenhos dos objetos enfeitiçados. Afinal, raros são os espectadores que já viram algum dia um bule de chá, um candelabro ou um relógio com personalidade, e muito menos dançando e cantando.

Para Nik Ranieri, que prefere a flexibilidade do trabalho em personagens cômicos às sutilezas emocionais dos mais realistas, animar Lumiere foi uma tarefa perfeita. À medida que ia burilando o personagem, ele ia tornando-o cada vez mais animável, com um nariz mais estruturado e a área do seu peito mais acentuada. Ele também aprendeu a usar os vários braços do candelabro para ajudar o personagem a gesticular, tornando-o mais expressivo.

“Eu tive muita liberdade para animar Lumiere porque ninguém sabe exatamente como um objeto encantado se movimenta”, conta Ranieri. “Basicamente, a gente pode criar qualquer coisa, contanto que tenha peso e volume. Podemos espichá-lo ou achatá-lo o quanto quisermos. O mais difícil foi tornar Lumiere mais gracioso enquanto ele dança no número musical, ‘Be Our Guest’. Fazer com que ele chutasse com sua base e com que o movimento fosse convincente foi o resultado de muita experimentação e um grande controle.”

Animar o relógio Orloge foi muito divertido para o supervisor de animação Will Finn, apesar de sua relutância inicial. “Orloge acabou sendo um personagem rico e cômico”, afirma Finn. “Ele tem uma personalidade explosiva e sempre se estressa por qualquer coisa. De início, achei que seria difícil fazê-lo andar usando apenas os quatro pés minúsculos da sua base, mas a maior parte do tempo, ele ganha terreno se locomovendo aos pulos e saltos, já que sente-se tão frustrado com sua baixa estatura. David Ogden Stiers praticamente reinventou o personagem com sua ótima leitura pessoal e improvisos. Ele merece muito crédito pela vida que o personagem adquiriu.”

A TRILHA

Esta edição especial de A Bela e a Fera para telas gigantes apresenta sete canções da dupla de compositores premiada com o Oscar®, Alan Menken e o falecido Howard Ashman. Os compositores participaram da produção desde suas fases iniciais de desenvolvimento e tiveram uma grande influência sobre a estrutura final da história. Seu trabalho no filme resultou num material com uma sofisticação e uma unidade raramente vistas anteriormente neste meio.

Quando, no final de 1989, ficou decidido que Bela seria transformado num musical, os cineastas convidaram Howard Ashman para ajudá-los nesta tarefa. Nos meses seguintes, os produtores, diretores e a roteirista tiveram inúmeras reuniões com o músico, procurando sua orientação acerca de como deveriam estruturar a história.

“Howard me ensinou que os momentos ideais para as canções são aqueles nos quais os personagens se vêem levados a cantar, porque não lhes resta mais nenhuma outra alternativa para expressar a intensidade de suas emoções”, conta Woolverton. “Ele tinha um talento nato para identificar quando e onde deveríamos inserir as canções e sabia que um número musical pode conduzir a narrativa adiante muito mais rapidamente do que seria possível unicamente através dos diálogos.”

“Howard e Alan são brilhantes no modo como pegam uma determinada cena que funciona bem no roteiro e a transformam num momento musical que passa a funcionar muito melhor”, elabora Hahn. “Geralmente, trata-se de um momento decisivo, uma cena de grande intensidade dramática ou momento cômico. Eles conseguem musicar a história sem pisar no freio da narrativa.”

Segundo Menken, “Uma das primeiras coisas que eu e Howard fizemos quando começamos a trabalhar nesse projeto foi sentar e fazer um pingue-pongue de idéias musicais. Ele costumava ter uma noção básica do estilo da canção que queria compor e, às vezes, até um título ou uma letra completa. Depois ele me perguntava como seria a melodia se fôssemos compor um certo tipo de canção e daí eu me sentava ao piano e deixava a inspiração fluir. Howard tinha a habilidade de identificar o que gostava e compor em cima disso. Havia entre nós uma espécie de estenografia e nós tínhamos em comum o mesmo amor pela música e as mesmas influências.”

O número musical de abertura do filme é simplesmente intitulado “Belle” e apresenta ao espectador a heroína e sua grande ânsia de aventura e romance. Na melodia, Menken combinou influências clássicas, barrocas e francesas a fim de captar o clima e a energia desse vilarejo provinciano.

Segundo David Friedman, arranjador dos vocais e regente das canções, “‘Belle’ é como uma ‘Sinfonia Pastoral’ que mostra o despertar de toda a cidade. Ela tem um tom clássico e é muito sinfônica em sua estrutura. Usamos uma orquestra com 62 músicos e muitos instrumentos de corda. A maioria dos integrantes da orquestra veio da Filarmônica de Nova York, um tipo de orquestra que nunca havia se apresentado na Broadway. Para eles, foi uma experiência emocionante.”

Em termos líricos, “Belle” se encaixa na teoria de Ashman de que praticamente todos os musicais criados até hoje têm um momento “no qual a protagonista se senta sobre alguma coisa e canta sobre o seu maior sonho na vida. Em Brigadoon, a heroína se senta sobre um toco de árvore; em A Pequena Loja dos Horrores, é uma lata de lixo. E nós tomamos emprestada essa regra clássica da construção dos musicais da Broadway na canção ‘Part of Your World’, de A Pequena Sereia.“

A canção “Gastão” é uma valsa de uma briga de botequim que mostra ao público a personalidade do personagem-título. Interpretada por Lefou e outros admiradores de Gastão, incluindo o próprio Gastão, a canção representa um momento importante no filme no qual é revelado um lado negro e maquiavélico deste personagem até então considerado inofensivo.

“Be Our Guest” – uma canção alegre na tradição do teatro musical francês, interpretada em grande estilo por Lumiere, Madame Samovar, Orloge e um coro de pratos, talheres e outros objetos dançantes, é um dos destaques musicais do filme. O produtor Don Hahn a descreve como se “Busby Berkeley, Esther Williams e Maurice Chevalier invadissem a cozinha.”

“Esta canção foi composta, acima de tudo, para preencher uma situação na história”, conta Menken. “Em nossas cabeças, passavam todas as imagens maravilhosas que poderiam ser criadas pelos animadores e, como sempre, ele superaram nossas expectativas.”

O diretor Gary Trousdale ressalva que “Be Our Guest”, originalmente, seria dirigida a Maurice. “A canção já havia sido gravada e a seqüência, parcialmente animada, quando decidimos que ela teria mais sentido se fosse dirigida a Bela”, conta Trousdale. “Afinal, ela integra a dupla de protagonistas e a história gira em torno de sua chegada ao castelo. Tivemos de convocar Jerry Orbach e todos os demais dubladores de volta ao estúdio para trocar todas as referências de gênero que apareciam na gravação original.”

A canção “Something There” é uma bela balada que expressa em termos líricos os pensamentos mais íntimos e não verbalizados de Bela e da Fera, à medida em que eles passam a se ver mutuamente como realmente são. Ela é interpretada por Paige O’Hara e Robby Benson, acompanhados por vários dos objetos encantados do castelo.

A canção-título, “A Bela e a Fera”, é magistralmente interpretada por Angela Lansbury e acompanha um momento de forte impacto emocional do filme, quando o casal de protagonistas se apaixona. Acompanhando os movimentos panorâmicos e giratórios de câmera e também os movimentos fluidos da dança dos personagens, este número – metade canção de ninar, metade balada pop – capta toda a simplicidade poética daquele momento.

“Acho que a simplicidade é a chave dessa canção em particular”, conta Menken. “Queríamos que ela fosse branda e discreta, ao contrário de algumas baladas que têm um tom grandioso e heróico. A canção foi composta tendo Angela Lansbury em mente e já a imaginávamos em sua voz. Ela é uma ótima atriz e também uma grande cantora. Nós selecionamos momentos nos quais ela deveria se abrir mais e outros mais intimistas, quase num tom de conversa. Ela respondeu maravilhosamente às nossas instruções.”

Uma magnífica versão pop de “A Bela e a Fera”, interpretada por Celine Dion – a cantora canadense premiada com o Juno Award – e Peabo Bryson, é ouvida acompanhando os créditos finais do filme.

O último número musical do filme é “The Mob Song”, uma canção emocionante e forte ao estilo operístico. Interpretada por Richard White no papel de Gastão, ela acompanha o confronto climático entre o povo da cidade e a Fera. Um coro de 12 intérpretes masculinos participou da gravação da canção criando o tom de baixo que os compositores desejavam.

INOVAÇÕES EM IMAGENS GERADAS POR COMPUTADOR

À época de seu lançamento original, em 1991, A Bela e a Fera foi reconhecido como um trabalho pioneiro no uso da CGI (imagens geradas por computador). Os estúdios Disney haviam usado computadores anteriormente em filmes como O Caldeirão Mágico (The Black Cauldron, 1985), O Ratinho Detetive (The Great Mouse Detective, 1986) e Oliver e Sua Turma (Oliver & Company, 1988), mas foi neste filme que a arte e a tecnologia se uniram de maneira imperceptível com melhores resultados. A animação digital avançou a passos largos ao longo da década seguinte, porém a cena do salão de baile de A Bela e a Fera permanece como um marco impressionante desta forma de arte.

As imagens geradas por computador foram utilizadas em várias partes do filme, mais notadamente na criação dos cenários tridimensionais da cena do salão de baile para o número musical “Beauty and the Beast”. A computação digital criou movimentos de câmera dramáticos ao redor dos personagens desenhados à mão, enquanto eles dançam e se apaixonam. Os dados do salão de baile foram criados usando software da Alias Research, Inc., os movimentos de câmera usaram o “Preview”, da Wavefront, e a cena foi renderizada com o software Renderman, da Pixar. As imagens finais do salão de baile foram trabalhadas nos sistemas digitais Silicon Graphics.

Segundo o supervisor artístico de CGI, Jim Hillin, “A seqüência do salão de baile apresentou o primeiro cenário animado colorido, criado digitalmente e totalmente tridimensional. Isso significa que o cenário se move, literalmente, e que os animadores tiveram de animá-lo quase da mesma maneira que animaram a montagem das cenas animadas e live-action de Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit). A computação gráfica lhe deu a vantagem dos movimentos panorâmicos e ângulos inusitados de câmera, bem como uma iluminação teatral, coisas que sem essa tecnologia seriam impossíveis. Ela introduz técnicas de cinema live-action num ambiente animado. Aqui a câmera tem um papel importante na criação do clima e ajuda o público a sentir a mesma coisa que as personagens sentem.”

“A seqüência do salão de baile é um momento de comunhão no filme, quando os dois protagonistas finalmente se entregam”, conta o produtor Don Hahn. “Para nós, cineastas, a computação gráfica nos propiciou um modo de acentuarmos a emoção nas telas e de criarmos mais momentos de impacto dramático do que através dos métodos convencionais. Ela também nos permitiu movimentar a câmera livremente e mostrar o cenário sob seus mais diversos ângulos, e não só como uma ilustração plana. A tecnologia é, basicamente, uma extensão dos nossos dedos, das nossas mãos e mentes. A computação gráfica nos permite ir além do que podemos fazer no momento apenas com lápis e papel ou com tintas e pincéis.”

A cena do salão de baile foi criada no computador por artistas, animadores e especialistas em software trabalhando em total sintonia com as equipes de layout, de direção de arte e de cenários. Tomando por base os esboços dos realizadores, o salão foi construído passo a passo. As dimensões do salão eram enormes: ele tinha um pé direito de 21 metros de altura, uma extensão de porta a porta de 56 metros por quase 40m de largura. Havia 28 paredes com janelas em torno do salão, que era coberto por uma cúpula de 25m X 20m. O afresco da cúpula foi pintado à mão e sua textura foi aplicada posteriormente sobre o cenário com a ajuda do computador.

A computação gráfica também teve um papel fundamental na seqüência “Be Our Guest”, onde um candelabro extraordinário e garfos dançando cancã foram criados utilizando essa tecnologia. Também foram animados desse modo centenas de pratos e taças dançantes. Estes elementos foram combinados à animação dos personagens desenhados tradicionalmente à mão e aos efeitos especiais, resultando numa cena complexa, divertida e inédita. Em outros momentos do filme, uma carroça de feno, charretes, um piano de cauda barroco do século XVIII e páginas de um livro foram todos animados através de um processo semelhante.

“O principal propósito da computação gráfica é construir e animar coisas com o uso do computador, para auxiliar e acentuar o que está acontecendo na arte desenhada à mão”, explica Hillin. “Nosso maior desafio é o casamento das duas coisas de uma maneira harmoniosa. Se criássemos algo real demais ou planos perfeitos demais, isso não estaria em perfeito acordo como restante do filme.”

A EQUIPE TÉCNICA:

HOWARD ASHMAN (Produtor Executivo /Letrista) deflagrou uma nova onda de sucessos na arte da animação com A Pequena Sereia (The Little Mermaid), após uma longa e prestigiada carreira como libretista de comédias musicais, letrista, dramaturgo e diretor. Mesmo tendo falecido em março de 1991, ele continua a ter um impacto tremendo no mundo da música e do entretenimento através de suas contribuições para três longas animados Disney (A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Aladdin), bem como com suas memoráveis produções teatrais (incluindo A Pequena Loja dos Horrores/Little Shop of Horrors e uma adaptação póstuma de A Bela e a Fera, da Disney, encenada na Broadway). Vencedor de vários Oscars® da Academia, Ashman (em colaboração com seu co-compositor, Alan Menken) ajudou a redefinir e a revitalizar o gênero musical, deixando um legado que viverá para sempre. Como atesta a dedicatória ao final de A Bela e a Fera, Howard Ashman “deu voz a uma sereia e alma a uma fera”. Em seguida, ele deu o dom da magia e da palavra a um Gênio e criou alguns dos momentos musicais mais mágicos da história do cinema.

Natural de Baltimore, Maryland, Ashman cursou a Goddard College e a Universidade de Boston antes de obter um mestrado pela Universidade de Indiana. Ele mudou-se para Nova York, em 1974, onde tornou-se editor da Grosset and Dunlap. Foi quando começou também a escrever peças teatrais, como Cause Maggie’s Afraid of the Dark, The Confirmation e Dreamstuff, uma versão musical de A Tempestade (The Tempest). Esta última deu início à sua associação com a companhia teatral off-off-Broadway, WPA Theater, da qual foi diretor artístico desde a sua inauguração, em 1977, até 1982.

Em 1978, Ashman procurava um compositor para trabalhar em parceria com ele numa adaptação musical de God Bless You, Mr. Rosewater, de Kurt Vonnegut. O renomado regente da Broadway, Lehman Engel, que, na época, lecionava uma oficina de teatro musical na BMI, apresentou-o a Alan Menken. A química foi imediata e, na primavera seguinte, a peça havia sido concluída e encenada no WPA Theater.

A colaboração seguinte da dupla foi uma versão musical do filme cult de Roger Corman, A Pequena Loja dos Horrores (The Little Shop of Horrors), agraciada com vários prêmios, incluindo o New York Drama Critics Circle Award de Melhor Musical de 1982-83. A peça, com libreto, letras e direção de Ashman, tornou-se o terceiro musical de mais longa temporada na história da off-Broadway, além do musical de maior faturamento desse circuito teatral. Sua montagem subseqüente em Londres recebeu o prestigiado prêmio do Evening Standard de Melhor Musical, tendo sido também encenada posteriormente em todo o mundo. Até a presente data, a obra divide com Our Town a honra de ser a peça mais encenada nas escolas norte-americanas de ensino médio. Em 1986, uma versão cinematográfica dirigida por Frank Oz foi lançada nos cinemas, e a canção “Mean Green Mother from Outer Space” foi indicada ao Oscar®.

Como libretista, letrista e dramaturgo, o trabalho de Ashman já foi encenado nos palcos do Arena Stage,de Washington, no Manhattan Theater Club, na O’Neill Center’s Composer/Librettists’ Conference, no WPA, bem como off-Broadway, em Londres, Los Angeles e em turnês por todo os EUA. Em 1987, fez sua estréia diretorial na Broadway com Smile, para a qual também compôs as letras (para a música de Marvin Hamlisch) e o libreto. Smile lhe valeu uma indicação para o Tony.

Em 1986, iniciou sua associação com a Disney ao ser contratado para compor as letras e os diálogos do longa A Pequena Sereia (The Little Mermaid), do qual também foi co-produtor, com John Musker. Seu trabalho no filme lhe deu um Oscar® (de Melhor Canção com “Under the Sea”), um Globo de Ouro e dois Grammys. Ashman emplacou outro sucesso em 1991, com o lançamento do aclamadíssimo longa de animação da Walt Disney Pictures, A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), como letrista de suas seis canções originais e produtor executivo do filme. A canção-tema, “A Bela e a Fera”, trouxe-lhe seu segundo Oscar® e seu segundo Globo de Ouro. Duas outras canções do filme – “Belle” e “Be Our Guest” – também foram indicadas ao Oscar®.

DON HAHN (Produtor) vem contribuindo para a “magia da animação” dos estúdios Disney há quase 25 anos. Considerado um dos mais respeitados e bem sucedidos produtores de animação da história da indústria cinematográfica, seus filmes obtiveram um faturamento total de quase US$ 2 bilhões de dólares na bilheterias de todo o mundo, tendo sido indicados a 17 Oscars®. Os longas-metragens produzidos por ele – A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), O Rei Leão (The Lion King), O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame) e Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit) – foram responsáveis pelo renascimento da animação Disney e contribuíram para os emocionantes novos rumos seguidos pelo estúdio na produção de longas animados. Mais recentemente, Hahn foi produtor executivo da comédia de animação lançada pelos estúdios Disney em 2000, A Nova Onda do Imperador (The Emperor’s New Groove), e produtor do seu grande lançamento de animação de 2001, Atlantis – O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire).

Hahn iniciou sua carreira profissional na Disney, em 1976. Como produtor do fenômeno de 1991, A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), foi responsável pela supervisão de uma equipe de 600 artistas e ajudou a criar o primeiro filme do gênero a receber uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Filme da Academia. Seu crédito seguinte como produtor foi outra super produção de animação, o fenômeno de popularidade de 1994, O Rei Leão (The Lion King), que bateu recordes de bilheteria em todo o mundo e tornou-se o filme de maior faturamento da história dos estúdios Disney, além de uma das cinco maiores bilheterias de toda a história do cinema mundial. Foi também produtor associado da fantasia incrivelmente criativa lançada pela Touchstone Pictures em 1988, Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit), outra produção que se tornou um marco histórico na indústria cinematográfica.

Nascido em Illinois e criado no sul da Califórnia desde os 3 anos de idade, Hahn interessou-se pela animação e, sobretudo, pela música, ainda pequeno. Enquanto cursava o colegial, apresentou-se em concertos como integrante da Los Angeles Junior Philharmonic, matriculando-se posteriormente na Cal State Northridge, onde estudou Música e Arte. Por algum tempo, cogitou profissionalizar-se como percussionista de orquestra, antes de ingressar nos estúdios de Walt Disney, em 1976, e iniciar sua carreira na animação em Meu Amigo, O Dragão (Pete’s Dragon). Trabalhou em seguida com o lendário animador e diretor do estúdio, Wolfgang “Woolie” Reitherman, como assistente de direção de O Cão e a Raposa (The Fox and the Hound), de 1981. Exerceu a mesma função no curta de animação indicado ao Oscar® de 1983, O Conto de Natal de Mickey (Mickey’s Christmas Carol).

Como gerente de produção, os créditos de Hahn incluem os longas animados Disney, O Caldeirão Mágico (The Black Cauldron), de 1985, e O Ratinho Detetive (The Great Mouse Detective), de 1986. Produziu também Michael and Mickey, um curta-metragem combinando cenas de animação e live-action para o Sneak Preview Theater, dos estúdios da Disney-MGM, da Flórida.

Em 1987, mudou-se para Londres, onde trabalhou durante dois anos como produtor associado do consagrado diretor de animação Richard Williams, em Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit). Reeditou sua parceria com o impagável coelho animado, como produtor de seu primeiro curta-metragem, Tummy Trouble.

Paralelamente a seus inúmeros feitos como realizador cinematográfico, Hahn é também autor de diversos livros, incluindo Disney’s Animation Magic: A Behind the Scenes Look at How an Animated Film is Made, uma obra de referência ilustrada e um tratado definitivo sobre o processo de criação deste gênero de filme. Sua mais recente incursão no mercado editorial, Dancing Corndogs in the Night: Reawakening Your Creative Spirit, é um livro inspirador sobre o renascimento do espírito artístico, publicado em 1999.

Hahn, sua mulher, Denise, e a filha do casal, Emilie, vivem em Glensdale, Califórnia.

GARY TROUSDALE (Diretor) fez sua estréia diretorial na fantasia musical vencedora do Oscar®, A Bela e A Fera (Beauty and the Beast), dirigindo posteriormente dois outros longas de animação Disney, O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame) e Atlantis – O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire). O polivalente veterano dos estúdios Disney integra sua equipe de criação de filmes de animação há mais de 16 anos, tendo exercido as mais variadas funções em inúmeras de suas produções – de animador de efeitos a intermediarista, de supervisor de roteiro a diretor. Entrou para o departamento de animação do estúdio em maio de 1984.

Natural de La Crescenta, Califórnia, Trousdale sempre foi apaixonado por desenhos animados desde criança e lembra de criar seus próprios “flip books” (blocos ilustrados com desenhos numa seqüência de movimentos que, quando folheados rapidamente, simulam o efeito da animação) enquanto ainda cursava a quarta série. No primeiro ano do colegial, pensava em se tornar arquiteto, porém um encontro fortuito com um representante da CalArts (a instituição de ensino superior com o aval da Disney, localizada em Valencia, Califórnia, que oferece em seu currículo cursos de animação de personagens) enquanto cursava o segundo ano do colegial, inspirou-o a seguir carreira na animação. Ele montou então um portfólio de suas ilustrações e desenhos e foi aceito na universidade.

Após cursar a CalArts por três anos, tornou-se animador profissional. Em 1982, foi contratado pela Carter/Mendez Productions, trabalhando durante um ano como animador, desenhista e artista de storyboard de inúmeras produções televisivas. Em seguida, trabalhou na Grand American Fare, fazendo ilustrações e colagens para cardápios de restaurantes, filipetas de eventos especiais e camisetas.

Trousdale fez sua estréia na Disney como assistente de efeitos de O Caldeirão Mágico (The Black Cauldron, 1985), criando em seguida os efeitos adicionais da aventura live-action do estúdio, My Science Project, como assistente de animador e arte-finalista. Nesta época, sua coletânea de desenhos animados cômicos com personagens rebeldes despertou a atenção dos executivos da Disney, conquistando-lhe prestígio e um posto na equipe de desenvolvimento de roteiro do departamento de longas de animação do estúdio. Neste período, trabalhou em três filmes consecutivos: Oliver e Sua Turma (Oliver & Company), A Pequena Sereia (The Little Mermaid) e Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (The Rescuers Down Under). Seus outros créditos incluem a história e o desenho do inovador e premiado curta-metragem Disney feito por computador, Oilspot and Lipstick, bem como o desenvolvimento da história preliminar de O Príncipe e o Mendigo (The Prince and the Pauper), Aladdin e outros projetos (Goofy of the Apes, Mickey’s Halloween).

Em 1989, Trousdale e seu colaborador em A Bela e A Fera, Kirk Wise, dividiram pela primeira vez o crédito de direção em Cranium Command, a atração animada com quatro minutos de duração que precedia o show, Wonders of Life, de Epcot. Anteriormente, a dupla já havia trabalhado em parceria no desenvolvimento do argumento de um curta-metragem de Roger Rabbit.

Após Bela, Trousdale integrou a equipe de roteiro e ajudou a criar os storyboards de O Rei Leão (The Lion King), dedicando-se em seguida à co-direção de O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame).

Trousdale e sua mulher, Jill, ilustradora e artista de layout, residem em San Fernando Valley, com os dois filhos do casal, Nathan e Calvin.

KIRK WISE (Diretor) dirigiu três longas-metragens de animação dos estúdios Disney: A Bela e A Fera (Beauty and the Beast, 1991), O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1996) e o sucesso do ano passado, Atlantis – O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire). Sua vasta experiência em desenvolvimento de histórias e em animação deu-lhe a preparação necessária para se tornar diretor, enquanto sua experiência prévia como ator lhe garantiu o traquejo para trabalhar com os dubladores que dão vida aos seus personagens.

Natural de São Francisco, Wise cresceu e foi criado na chamada Bay Area, do norte da Califórnia, sobretudo, em Palo Alto. Recebeu seu primeiro cachê como desenhista com apenas sete anos, quando sua mãe inscreveu um de seus desenhos – a ilustração de um caminhão de coleta de lixo e de um lixeiro – no concurso de arte infanto-juvenil do San Francisco Chronicle. Seu desenho não só impressionou os juízes do jornal, que lhe deram o primeiro prêmio do concurso, mas também foi elogiado pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana, que enviou-lhe uma carta elogiando seu trabalho, à qual foi anexado um cheque como pagamento pelos resultados obtidos por seu esforço de mídia espontânea. Wise lembra-se de ter pensado: “Puxa, isso pode dar em alguma coisa”, e foi então que decidiu qual a carreira que pretendia seguir.

Na quinta série, matriculou-se num curso de animação de um centro comunitário local e rodou seu primeiro filme caseiro em Super-8, usando bonecos de papelão e de massa de modelar, dedicando depois disso todas as suas horas livres a esse passatempo, até concluir o colegial. Quando o pai lhe falou acerca da CalArts e de seus programas especiais de animação, ele imediatamente iniciou o processo de matrícula. Aceito pela instituição, aperfeiçoou sua técnica ao longo de quatro anos de estudos. Ainda nos tempos de estudante, ganhou a vida desenhando caricaturas (“figuras com um cabeção e corpos minúsculos”) para o Universal Studios e a Magic Mountain. No último ano da faculdade, foi contratado pelos estúdios Disney como animador freelance do especial televisivo, Sport Goofy in Soccermania.

Já formado, trabalhou como animador e artista de storyboard de The Brave Little Toaster e de Family Dog, o segmento animado da série antológica de Steven Spielberg, Amazing Stories. De volta à Disney, trabalhou nos longas de animação, O Ratinho Detetive (The Great Mouse Detective) e Oliver e Sua Turma (Oliver & Company), antes de descobrir que seu verdadeiro interesse residia nas áreas de desenvolvimento de roteiro e de personagens. Nesta época, contribuiu para as histórias de Oilspot and Lipstick, Mickey at the Oscars, O Príncipe e o Mendigo (The Prince and the Pauper), Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (The Rescuers Down Under) e Cranium Command. Neste último, uma produção animada com quatro minutos de duração, co-dirigida por ele com Gary Trousdale, Wise dublou ainda a voz do personagem “Hypothalamus”.

Após co-dirigir A Bela e A Fera, foi produtor executivo – além de ter supervisionado a criação e a gravação dos diálogos dos animais e participado da escalação do elenco de dubladores – do longa-metragem live-action de aventura dos estúdios Disney, A Incrível Jornada (Homeward Bound: The Incredible Journey).

ALAN MENKEN (Compositor), premiado com oito Oscars® da Academia, é um dos compositores mais renomados e prolíficos da atualidade. O variado e impressionante conjunto de sua obra tanto para o teatro quanto para o cinema lhe valeu quase todos os prêmios da indústria, bem como uma enorme legião de fãs por todo o mundo. Hércules (Hercules), lançado em 1997, foi seu sexto longa-metragem para os estúdios Disney, após acumular créditos como compositor (canções e trilha) em A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989), A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991), Aladdin (1992), Pocahontas – O Encontro de Dois Mundos (Pocahontas, 1995) e O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1996). Atualmente, está compondo as canções do lançamento de animação Disney de 2003, Sweating Bullets.

Em 1997, Menken foi indicado tanto para o Oscar® quanto para o Globo de Ouro por seu trabalho no lançamento animado Disney de 1996, O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame), compondo seis canções para o filme com o letrista Stephen Schwartz. Anteriormente, já havia trabalhado com Schwartz no longa de animação Disney, Pocahontas – O Encontro de Dois Mundos (Pocahontas), que deu à dupla de compositores o Oscar® de Melhor Canção com “Colors of the Wind”. A trilha de Menken para o filme também lhe valeu seu oitavo Oscar®, e ainda um Globo de Ouro e outro Grammy adicional.

Entre os maiores sucessos de sua carreira, destaca-se a trilha musical para a montagem da Broadway de A Bela e A Fera (Beauty and the Best), que lhe valeu indicações para os prêmios Tony e Drama Desk. Também compôs a trilha e as canções de outro grande sucesso de animação Disney, Aladdin (com os letristas Howard Ashman e Tim Rice), que lhe deram dois Oscars, dois Globos de Ouro – de Melhor Trilha Original e Melhor Canção (com Tim Rice) para “A Whole New World” – e ainda quatro Grammys, incluindo o de Canção do Ano para “A Whole New World”. Também foi compositor da canções (com letras de Howard Ashman) e da trilha do filme de animação da Disney, A Bela e A Fera (Beauty and the Beast), que lhe trouxe dois Oscars® da Academia, dois Globos de Ouro – de Melhor Trilha Original e Melhor Canção para o tema “A Bela e a Fera” – e também três Grammys. Com A Pequena Sereia (The Little Mermaid), recebeu dois Oscars® e dois Globos de Ouro de Melhor Trilha e Melhor Canção (“Under the Sea”), além de dois Grammys. Com o letrista Jack Feldman, compôs “My Christmas Tree”, para Esqueram de Mim 2 (Home Alone 2), bem como as canções do longa musical, Newsies. Sua trilha instrumental para Um Talento Muito Especial (Life with Mikey) incluiu duas canções também de sua autoria: “Cold Enough To Snow”, com letra de Stephen Schwartz, e a canção-tema, com letra de Jack Feldman. Seus créditos adicionais incluem trilhas para a minissérie da ABC, Lincoln, exibida em dezembro de 1992, e a letra e a música da canção-tema de Rocky V, “The Measure of a Man”, gravada por Elton John.

Com Howard Ashman, recebeu os prêmios Drama Critic’s de Nova York, o Drama Desk, o Outer Critics Circle e o prêmio do London Evening Standard de Melhor Musical, com A Pequena Loja dos Horrores (Little Shop of Horrors), além de uma indicação para o Oscar de Melhor Canção (“Mean Green Mother From Outer Space”) para a versão cinematográfica de A Pequena Loja dos Horrores. Em 1983, recebeu o prêmio BMI Carreer Achievement Award pelo conjunto de sua obra para musicais teatrais, incluindo A Pequena Loja dos Horrores, God Bless You, Mr. Rosewater, Real Life Funnies, Atina: Evil Queen of the Galaxy (produzida em numa oficina teatral, com o título Battle of the Giants), Patch, Patch, Patch e contribuições para inúmeros musicais de revista, como Personals e Diamonds. Em 1987, a adaptação musical de The Apprenticeship of Duddy Kravitz, com letras de David Spencer, foi produzida na Filadélfia. Em 1992, o WPA Theatre de Nova York montou Weird Romance, de Menken, também com letras de David Spencer.

Em dezembro de 1994, lançou um novo musical teatral baseado no clássico de Dickens, A Christmas Carol, com letras de Lynn Ahrens e libreto de Mike Ockrent, no Paramount Theater do Madison Square Garden. O musical tornou-se um clássico imediato e entrou para a lista de produções anuais de natal de Nova York. Seus créditos teatrais adicionais incluem o concerto de apresentação da première mundial do musical King David, que compôs em parceria com o letrista Tim Rice e que teve uma temporada limitada no The New Amsterdam Theater, de Nova York, em maio de 1997.

Menken cresceu em New Rochelle, Nova York, interessando-se pela música ainda criança. Estudou piano e violino na infância e adolescência, porém foi somente após formar-se em Artes pela New York University (depois de um breve período no preparatório para medicina) que decidiu seguir a carreira musical. Enquanto participava da Oficina Lehman Engel de Teatro Musical na BMI, apaixonou-se pelo teatro musical. Esta experiência levou-o a um período intensivo de aprendizado e aperfeiçoamento como músico, que resultou no seu encontro com Howard Ashman.

Nesta época, trabalhava sobretudo como compositor, apresentando-se em casas noturnas locais, e mantinha-se bastante ocupado compondo e cantando jingles comerciais. Diversos shows de sua autoria tiveram uma ótima recepção inicial, porém nenhum ainda havia sido montado. Seu primeiro trabalho com Ashman foi em 1979, numa montagem da WPA de God Bless You, Mr. Rosewater, que mais tarde foi bem recebida em sua estréia off-Broadway.

Menken reside no norte do estado de Nova York com a mulher, Janis, ex-bailarina profissional, e as duas filhas do casal.

LINDA WOOLVERTON (Roteirista) foi responsável pela estrutura da história, por seus diálogos inteligentes, e pelas caracterizações originais que serviram de base para a recriação dos estúdios Disney desta fábula francesa clássica. A roteirista aproveitou-se de sua vasta experiência como atriz, diretora e autora infantil para dar um novo estilo e uma nova direção a esta história “antiga como o tempo”.

Natural de Long Beach, Califórnia, Woolverton é formada pela Cal State Long Beach e possui mestrado em Teatro Infantil pela Cal State Fullerton. Após se formar, fundou sua própria companhia de teatro infantil, na qual trabalhava como atriz, dramaturga e diretora de produções que realizavam turnês em escola, shopping centers, igrejas e teatros locais. Trabalhou também durante algum tempo como professora de Teatro, professora substituta de escolas do primeiro e segundo graus, tendo também escrito dois romances juvenis — Starwind e Running Before the Wind – antes de voltar suas atenções para os mercados do cinema e da televisão. Em 1980, entrou para a CBS Television, onde trabalhou durante quatro anos como executiva encarregada da programação de fim de noite.

Quando passou a trabalhar em tempo integral como roteirista, começou a escrever para programas das manhãs de sábado, produções animadas com distribuição independente e também episódios de seriados como Teen Wolf, The Berenstein Bears e Chip ‘n Dale’s Rescue Rangers. Quando um de seus romances chamou a atenção de um executivo do departamento de animação dos estúdios Disney, seu sonho de escrever um longa de animação tornou-se realidade ao ser contratada como roteirista de A Bela e a Fera (Beauty and the Beast).

Após ter escrito quatro versões de um roteiro não-musical, voltou a trabalhar com Howard Ashman, praticamente da estaca zero, para transformar suas história num musical. “Eu aprendi mais sobre cinema trabalhando com Howard do que com qualquer outro de meus parceiros”, relembra Woolverton. “Ele sabe como dar contornos emocionais a todas as cenas. Trabalhar com ele foi uma experiência maravilhosa.”

Após concluir o roteiro de Bela, Woolverton acumulou créditos como roteirista do musical animado campeão de bilheteria da Disney em 1994, O Rei Leão (The Lion King) e foi co-roteirista do filme live-action do estúdio, Uma Longa Jornada (Homeward Bound: The Incredible Journey), uma emocionante refilmagem do clássico Disney de 1963, lançada em fevereiro de 1993. Também foi autora do livro Beauty and the Beast: The Broadway Musical, que fez sua estréia nos palcos nova-iorquinos em 1994, arrebatando posteriormente nove indicações ao Tony.

Segundo a autora, escrever para crianças é gratificante. “Eu não poderia me dedicar a um meio melhor do que esse”, comenta ela. “Não há melhor público-alvo para expressarmos nossas idéias do que o de crianças em fase de crescimento. Espero sempre poder escrever para o público infantil.”

OS DUBLADORES (EM ORDEM ALFABÉTICA)

ROBBY BENSON (Fera) dubla o misterioso e belo príncipe preso dentro do corpo de uma fera de aparência assustadora. No papel, o ator teve a oportunidade de demonstrar sua grande experiência como cantor de várias produções da Broadway. Benson foi selecionado para o papel após participar de testes com dezenas de outros candidatos.

“A voz da Fera foi a mais difícil de ser escalada”, relembra o diretor Kirk Wise. “Precisávamos de alguém capaz de soar como um monstro peludo de 2,5m e, ao mesmo tempo, de expressar a elegância, a sinceridade e a inteligência de um príncipe. Robby foi o primeiro ator que ouvimos capaz de desempenhar os dois papéis de modo convincente. Ele conseguiu tornar a Fera um personagem afetuoso e criar humor onde originalmente não se esperava, simplesmente pelo modo original como enunciava suas falas. Em função disso, criamos maiores oportunidades para que o personagem mostrasse esse seu lado à medida que vai se tornando cada vez mais humano. Robby também é um ator muito criativo, com idéias originais, e que deu uma vida toda própria ao personagem.”

Segundo Benson, “Esta foi a oportunidade mais emocionante da minha carreira. Sempre fui um grande fã da animação Disney e só de saber que meus filhos crescerão assistindo a esse filme o torna um projeto muito mais especial que todos os outros dos quais já participei. Também fiquei muito satisfeito em ter sido escalado para o papel, porque não é o tipo de personagem que normalmente costumo interpretar. Desde o momento em que cheguei para os testes e li os diálogos, soube instintivamente como interpretar o personagem. Ele me deu a chance de usar uma parte da minha personalidade que não costumo explorar e de aproveitar toda a extensão da minha voz natural de baixo.”

Benson nasceu em Dallas, Texas, e cresceu na cidade de Nova York, onde formou-se pela prestigiada Lincoln Square Academy. Iniciou sua carreira aos cinco anos, atuando em montagens teatrais de verão ao lado de sua mãe. Aos 10, já havia trabalhado como ator de campanhas publicitárias, como dublador de personagens de animação, cantor de jingles e dublador de filmes infantis estrangeiros.

Fez sua estréia na Broadway, aos 12 anos, na peça Zelda, estrelando em seguida as montagens da Broadway de The Rothchilds, Dude e The Pirates of Penzance.

Aos 14, estreou no cinema em Jory, e, no ano seguinte, estrelou Jeremy, vencedor de um prêmio no Festival de Cinema de Cannes. Depois disso, atuou nos longas-metragens One on One, The Chosen, Castelos de Gelo (Ice Castles), Running Brave, Tributo (Tribute), Meu Pai, Eterno Amigo (Harry and Son), Ode to Billy Joe, Corredor Polonês (Walk Proud), The End e Os Contrabandistas (Lucky Lady), entre outros. Entre seus créditos televisivos, destacam-se Death Be Not Proud, Our Town, The Last of Mrs. Lincoln, Richie, Two of a Kind e California Girls. Também foi roteirista, diretor e astro dos longas Uma Família Muito Louca (Modern Love) e White Hot. Este último tem a distinção de ser o primeiro filme norte-americano a ser filmado diretamente no formato de vídeo de alta-definição (HDTV).

Seus créditos como diretor de televisão incluem os sitcoms, Evening Shade, Ellen (foi o diretor principal na primeira temporada da série) e Sabrina, The Teenage Witch (no qual também trabalhou, interpretando o papel do pai de Sabrina).

Benson compõe músicas desde os cinco anos, já tendo recebido dois discos de ouro por canções compostas em parceria com sua mulher, Karla DeVito. É autor da trilha do filme Corredor Polonês (Walk Proud), tendo composto temas, e também a canção dos créditos finais, para Uma Família Muito Louca (Modern Love).

Durante dois anos, foi ator-residente da University of South Carolina, onde lecionou cursos de interpretação para o cinema e o teatro, tendo também ensinado cursos de pós-graduação em interpretação para o cinema e a televisão, na UCLA. Foi ainda professor de interpretação na Universidade de Utah, em Salt Lake City.

Benson reprisou o papel da Fera no lançamento de 1997 da Walt Disney Home Entertainment, A Bela e a Fera – Um Natal Encantado (Beauty and the Beast: The Enchanted Christmas).

JESSE CORTI (Lefou) é a voz do personagem atarracado e cômico que venera o chão por onde Gastão pisa e que é seu fã número 1. Lefou é o mais leal dos amigos e está sempre disposto a cumprir todos os desejos de Gastão, por mais estúpidos ou diabólicos que sejam.

“Foi muito divertido interpretar Lefou”, conta Corti. “Ele é um personagem um tanto over, embora a maior parte da sua energia seja investida em causas equivocadas. Os diretores não queriam que sua voz fosse demasiadamente esganiçada, sinistra nem sombria, e por isso criei um meio termo. O mais difícil na dublagem é passar a emoção e o humor num período muito curto de tempo. Também foi difícil manter a mesma voz nos meus números musicais.”

Corti, filho de um pastor religioso, nasceu na Venezuela e iniciou sua carreira artística ainda garoto cantando no coro da igreja de seu pai. Aos cinco anos, mudou-se para os Estados Unidos com a família, onde foi criado sobretudo em Nova Jersey, após um período de dois anos na Califórnia. Enquanto estudava Comunicação na William Patterson College, matriculou-se no seu primeiro curso de interpretação e descobriu que era algo que o agradava.

Em 1979, quando era líder de uma banda de rock and roll, fez sua primeira audição de teste, conquistando o papel de Judas na turnê nacional de Jesus Cristo Superstar (Jesus Christ Superstar). Em seguida, passou a trabalhar regularmente como ator de campanhas publicitárias, novelas, produções de cinema e peças teatrais de prestígio, como as montagens de Joe Papp para o Festival de Shakespeare de Nova York (Phantasma, Rum and Coke, Haggadah e Lullabye and Goodnight), além de ter intepretado o papel do protagonista Courfeyrac no grande êxito da Broadway, Les Miserables.

Seus créditos em longas-metragens incluem Vingança (Revenge), com Kevin Costner, Doce Vampira (Nightlife), DMZ, Apostando Alto (High Stakes), além de um telefilme feito para a TV a cabo, intitulado Florida Straits. Na televisão, atuou durante seis meses na novela vespertina, Search For Tomorrow, e teve um papel recorrente como um detetive em Another World. Também foi visto no telefilme da CBS, Mother Courage, no qual contracenou com Sophia Loren. Seus créditos como dublador incluem campanhas publicitárias da rede McDonald’s e uma breve temporada no papel do coelho das propagandas do achocolatado Quik, da Nestlé.

REX EVERHART (Maurice) tem um desempenho genial no papel do pai de Bela, um excêntrico adorável, cujas invenções nem sempre saem de acordo com seus planos. Acima de tudo, ele é um pai dedicado à filha, capaz de arriscar seu próprio bem-estar para protegê-la.

Para Everhart, um ator veterano com 50 anos de carreira no teatro, Maurice foi um personagem único. “Foi uma experiência maravilhosa para mim”, observou Everhart à época do lançamento do filme, em 1991. “É emocionante ser parte do processo de animação e ver o personagem se desenvolvendo e assumindo minhas características. Maurice é muito engraçado. É meio distraído, como a maioria dos inventores, e costuma se exasperar e criar o maior caso quase do nada.”

A carreira de Everhart inclui papéis em 27 shows da Broadway e inúmeras outras montagens teatrais, locais e nacionais. Seu personagem mais famoso foi o de Benjamin Franklin no musical, 1776, interpretado por ele durante quatro anos na Broadway, como substituto de Howard da Silva, e também na turnê nacional da peça. Mais recentemente, interpretou o papel de Eli Whitney, contracenando com Patti Lupone, no musical de grande êxito, Anything Goes. Seus outros créditos teatrais incluem Woman of the Year, Chicago, Rags e Working, que lhe valeu uma indicação ao prêmio Tony. Atuou ainda em várias temporadas do American Shakespeare Theater e na montagem londrina de The Odd Couple.

Everhart nasceu em Watseca, Illinois, estudou nas Universidades de Missouri e Nova York e obteve um mestrado em Patologias da Fala, antes de decidir seguir a carreira de ator. Durante uma visita à Califórnia, no final da década de 30, conheceu alunos da renomada Pasadena Playhouse, entrando em seguida para companhia, onde tornou-se colega de outros atores famosos como William Holden e Robert Preston.

Seus créditos cinematográficos incluem Sexta-feira 13 – Partes 1 e 2 (Friday the 13th — Parts I and III), Os Donos do Poder (Power), O Mistério do Rosário Negro (The Rosary Murders), além de ter estrelado Negócios de Família (Family Business), ao lado de Sean Connery e Dustin Hoffman. Seus créditos anteriores como dublador incluem os especiais da CBS, Trolls e Gnomes, para os quais criou várias caracterizações. Além disso, participou como convidado especial de centenas de telenovelas e sitcoms.

O ator faleceu no dia 13 de março de 2000.

ANGELA LANSBURY (Madame Samovar) empresta seu encanto único e seu enorme talento à personagem de um efervescente bule de chá, uma velha senhora sempre disposta a dar conselhos maternais e a incentivar o romance entre os dois protagonistas da história. Atual governanta do castelo, e copeira da cozinha na juventude, Madame Samovar faz com que Bela se sinta em casa e interpreta a canção-título do filme na espetacular seqüência do salão de baile.

“Madame Samovar era exatamente aquela senhora gorducha e bonachona que imaginei na minha mente”, relembra a atriz. “Ela é uma figura maternal e romântica, que espera que os dois jovens amantes acabem juntos. Embora eu nunca tenha interpretado um bule de chá antes, já vivi várias personagens parecidas com Madame Samovar. Até um bule pode ter personalidade e, se o papel for bem escrito, ele pode saltar das páginas do roteiro e realmente adquirir vida nas telas. Meu trabalho como atriz é o de dar contornos humanos à personagem e, neste caso, eu contribui para isso com minha voz e meu sotaque.”

Lansbury buscou inspiração para a criação de Madame Samovar na personagem Nellie Lovett, seu papel no musical de grande êxito na Broadway, Sweeney Todd, e na personagem Mrs. Bridges, do seriado Upstairs, Downstairs.

“Um dos meus maiores prazeres neste projeto foi a chance de interpretar a canção-título, ‘A Bela e a Fera’, acompanhada por uma grande orquestra. Para qualquer ator com experiência no teatro musical, cantar acompanhado por uma grande orquestra é uma das maiores emoções que podemos sentir”, conta Lansbury. “Na sessão de gravação, o clima foi emocionante, pois sabíamos que estávamos deixando um registro para a posteridade. Sentimos o frio na barriga típico de uma noite de estréia, e eu tremia tanto de nervosismo que balançava o tripé com a partitura à medida que ia virando as páginas. É uma canção maravilhosa e tive o enorme prazer de interpretá-la.”

A bem sucedida carreira de Lansbury inclui sucessos em literalmente todas as áreas do mundo do entretenimento. A atriz tem a honra inédita de ter sido agraciada com quatro prêmios Tony, além de ter sido indicada a três Oscars® e também a 10 prêmios Emmy por seus desempenhos magníficos na televisão. De 1984 a 1996, estrelou no papel da querida Jessica Fletcher várias temporadas do popular seriado televisivo da CBS, Murder, She Wrote. Reprisou o papel em vários telefilmes, incluindo Murder She Wrote: South by Southwest (1997) e Murder She Wrote: A Story to Die For (2000).

Lansbury nasceu em Londres, filha de um empresário britânico do ramo madeireiro e de uma atriz célebre de teatro chamada Moyna Macgill, a maior sensação dos palcos londrinos nas décadas de 20 e 30. Sua formação dramática inicial na Webber-Douglas School for Dramatic Arts foi interrompida com o advento da Segunda Guerra Mundial quando, juntamente com seus irmãos gêmeos Bruce e Edgar, ela e a família mudaram-se para os EUA. Lá, a jovem aspirante a atriz matriculou-se na Feagin School of Dramatic Arts, de Nova York, mudando-se posteriormente para a Califórnia para reunir-se com o restante de sua família.

Em l944, o diretor George Cukor escalou a atriz ainda adolescente no papel de Nancy, de Gaslight, e logo ela foi contratada pelos estúdios MGM. Nesta sua estréia no cinema, foi indicada ao Oscar® de Melhor Atriz Coadjuvante.

Foi indicada ao seu segundo Oscar® no papel de Sybil Vane, de O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray), em 1945. Atuou a seguir numa grande variedade de filmes, incluindo National Velvet, The Harvey Girls, State of the Union, Sansão e Dalila (Samson and Delilah), The Court Jester, O Mercador de Almas (The Long Hot Summer), The Manchurian Candidate (que lhe deu sua terceira indicação ao Oscar®), The World of Henry Orient, Dear Heart, Mister Buddwing, Something for Everyone, Morte no Nilo (Death on the Nile), Mistérios na Bavária (The Lady Vanishes), A Maldição do Espelho (The Mirror Crack’d), The Pirates of Penzance e The Company of Wolves. Em 1971, iniciou sua parceria com a Disney, no papel da aprendiz de bruxa Eglantine Price, no musical, Se Minha Cama Voasse (Bedknobs and Broomsticks). No total, a atriz atuou em mais de 40 longas-metragens. Recentemente, recebeu um prêmio da Academia de Cinema Britânica pelo conjunto de suas contribuições para o cinema.

Em 1957, foi aclamada pela crítica em sua estréia na Broadway, em Hotel Paradiso, contracenando com Bert Lahr. Três anos depois, por insistência do produtor David Merrick, retornou aos palcos da Broadway para estrelar o drama, A Taste of Honey. Continuou a demonstrar sua versatilidade como atriz teatral, no musical de Arthur Laurents/Stephen Sondheim, Anyone Can Whistle.

Foi alçada ao estrelato na Broadway e venceu o primeiro de seus quatro Tonys, em 1966, com seu desempenho magistral no papel de Mame Dennis, do musical de grande sucesso, Mame. Venceu outros três prêmios Tony de Melhor Atriz com seu desempenho em Dear World, com a remontagem de Gypsy e com Sweeney Todd. Em 1975, estrelou, no papel de Gertrude, a montagem de Hamlet, de Peter Hall,da National Theater Company, encenada no Old Vic, e, no papel de Dame Peggy Ashcroft, a montagem da Royal Shakespeare Company de All Over, de Edward Albee.

Seus créditos televisivos incluem também vários seriados da Era de Ouro da TV (Robert Montgomery Presents, Four Star Playhouse, Studio 57 e Playhouse 90), a minissérie Little Gloria…Happy at Last e a versão televisiva de Sweeney Todd. Estrelou ainda inúmeros especiais e minisséries como A Talent for Murder (com Laurence Olivier), The Gift of Love: A Christmas Story, Lace, Rage of Angels II, o drama da Hallmark Hall of Fame, The Shell Seekers. Em 1996, encarnou o papel-título de Mrs. Santa Claus, um musical original maravilhoso escrito especialmente para a televisão por Jerry Herman.

Em 2000, Lansbury recebeu o prêmio Lifetime Achievement Award, do Kennedy Center. Entre as inúmeras honras recebidas pela atriz, destacam-se o Life Achievement Award (1996), do Screen Actors Guild – o sindicato dos atores de cinema, o Lifetime Achievement Silver Mask da Academia de Cinema Britânica, sua inclusão no Hall da Fama da Academia de Artes e Ciência da Televisão e a Medalha Nacional das Artes (1997). Recebeu ainda o prêmio Disney Legends Award, em 1995.

Lansbury e o marido, o ex-produtor executivo da MGM, Peter Shaw, têm três filhos e residem em Los Angeles.

PAIGE O’HARA (Bela) é a bela voz por trás da personagem-título do filme, Bela. A talentosa atriz teatral e cantora, cujos créditos incluem papéis de protagonista na Broadway e em montagens por todo o país, além de dois discos indicados ao Grammy, foi selecionada entre centenas de candidatas ao papel. Várias das maiores atrizes da Broadway realizaram testes para o papel, porém, ao final, os diretores e compositores selecionaram O’Hara por seu talento polivalente tanto quanto atriz quanto como cantora.

“Precisávamos de alguém capaz de criar a personagem unicamente com a voz”, conta o diretor Kirk Wise. “Nós assistíamos às audições sentados com os olhos fechados, porque queríamos que a voz fosse nossa única inspiração. Quando eu e Gary ouvimos Paige pela primeira vez, tudo se encaixou. Sua voz tinha uma qualidade única, com um tom que a tornava especial e um quê de Judy Garland. Quanto mais a ouvíamos, mais percebíamos que era uma atriz de muita força, igualmente capaz de lidar com as cenas cômicas e com os momentos dramáticos e emocionais. Ela demonstrou muita sinceridade e conseguia chorar sem o menor esforço. Ela foi um verdadeiro achado.”

“Eu já era fã de Howard e Alan e conhecia todas as suas canções”, relembra O’Hara. “Assim que ouvi falar do projeto, liguei para o meu agente e pedi para participar dos testes de elenco. Acabei fazendo cinco testes para o papel de Bela, mas desde o início me senti confiante, porque sabia que o papel seria meu. É o tipo de coisa que sentimos instintivamente.”

O’Hara descobriu que havia sido escalada para o papel em maio de 1990, apenas três dias antes que seu namorado, o ator teatral Michael Piontek, pedisse sua mão em casamento. “Foi uma semana cheia de emoções”, relembra ela.

Atuar num filme de animação demonstrou ser um verdadeiro desafio para O’Hara. “É difícil, pois temos de interpretar mentalmente todos os outros personagem que contracenam conosco para sermos capazes de dar nossa resposta. A gente precisa pensar no que os outros personagens estão dizendo e em como estão dizendo.” Para a atriz, fã de longa data dos filmes de animação Disney, trabalhar neste projeto foi um sonho que se tornou realidade.

Bela deu a O’Hara’s uma legião de fãs de todas as idades em todo o mundo. Além de ter recebido um disco de platina pela vendagem de mais de 1 milhão de discos da trilha original do filme indicada a vários Grammys (agora já são dois discos de platina), O’Hara teve a oportunidade de cantar diante de milhões de telespectadores do mundo inteiro, na transmissão da 64a Cerimônia de Entrega do Oscar®. Ela reprisou o papel de Bela no lançamento exclusivo em vídeo recordista de vendas de 1997, A Bela e a Fera: Um Natal Encantado (Beauty and the Beast: The Enchanted Christmas) e em inúmeros jogos interativos em CD-ROM lançados pelo estúdio.

Veterana dos palcos nova-iorquinos, fez sua estréia na Broadway interpretando Ellie May Chipley na remontagem da Broadway de 1983 de Showboat, estrelada por Donald O’Connor. Também interpretou Ellie na montagem de 1989 da Grand Opera, de Houston, e fez sua estréia internacional quando a produção foi encenada na Cairo Opera House, do Egito. Em 1989, O’Hara interpretou as canções de Ellie no disco lançado pelo selo Angel EMI, indicado ao Grammy e que foi considerado a gravação definitiva do musical, sob a regência de John McGlinn.

O’Hara estrelou no papel de Fantine a montagem premiada de Les Miserables na Broadway, tendo interpretado também o papel-título de The Mystery of Edwin Drood, tanto na encenação da Broadway quanto na turnê nacional da peça, na qual contracenou com o falecido George Rose, e com Clive Revill e Jean Stapleton. Co-estrelou ainda, no papel de Ado Annie, a turnê nacional do clássico Oklahoma!, dirigida por William Hammerstein.

No cenário internacional, viveu Nellie Forbush, de South Pacific, na Austrália, e, mais recentemente, participou de uma turnê no Japão como convidada especial da Hollywood Bowl Orchestra. Em Londres, estrelou no papel de Venus o espetáculo transmitido ao vivo pela BBC da encenação de One Touch of Venus, de Kurt Weill, e participou da gravação de Mack and Mabel in Concert, ao lado de um elenco de grandes astros que incluía Tommy Tune, Georgia Brown e George Hearn. Co-estrelou ainda com Maureen McGovern, em Of Thee I Sing/Let Them Eat Cake, de Gershwin, sob a regência de Michael Tilson Thomas, um álbum também indicado ao Grammy. Sua gravação de Sitting Pretty, de Jerome Kern, foi lançada pelo selo New World, e uma versão completa de South Pacific (com Justino Diaz) foi lançada em 1997.

Como cantora, lançou seu disco solo de estréia – Loving You: Paige O’Hara Sings Jerry Herman – na Europa e nos Estados Unidos há vários anos. O CD inclui clássicos de Herman, como “La Cage Aux Folles,” “Loving You” (do filme Mame) e “It Only Takes a Moment”. Seu disco solo mais recente, uma antologia de canções infantis intitulada Dream With Me, inclui uma versão da canção-título de A Bela e a Fera e um dueto com Jodi Benson (a dubladora de Ariel, de A Pequena Sereia, da Disney), cantando “When You Wish Upon a Star”.

Nos palcos norte-americanos, O’Hara estrelou ainda os espetáculos Sitting Pretty, The Cat and the Fiddle, Oh Boy e Lady! Lady!, todos no Carnegie Hall, e também One Touch of Venus, no Town Hall. Em teatro regional, interpretou o papel-título de Evita e foi aclamada pela crítica no papel da assassina Winnie Ruth Judd, do drama, Tiger Lady. Como concertista solista, participou como convidada especial de espetáculos no The Hollywood Bowl, The Boston Pops e na Ópera de Turin, na Itália, além de ter se apresentado acompanhada por várias sinfônicas em todo os EUA.

Na televisão, foi solista de An Evening at the Pops, da PBS, e fez participações especiais em Larry King Live, Good Morning America, Vicki!, The Joan Rivers Show e CBS This Morning, entre outros.

O’Hara reside atualmente em Las Vegas com o marido Michael Piontek, um talentoso ator de teatro e cinema. Foi atriz convidada da montagem do Flamingo Hotel de The Great Radio City Music Hall Spectacular, com as Rockettes do Radio City. Mais recentemente, contracenou com Robert Goulet no espetáculo do ator, The Man and His Music, no The Venetian.

A atriz e cantora multitalentosa também já estrelou seu próprio espetáculo, From Belle to Broadway, uma coletânea de grande sucessos dos estúdios Disney e da Broadway, no qual contracenou com o marido e que foi apresentado em teatros de todo os Estados Unidos. O’Hara é uma ávida corredora e praticante de mergulho submarino e, quando está em casa, relaxa dedicando-se à sua segunda maior paixão – a pintura.

JERRY ORBACH (Lumiere) brilha no papel do simpático candelabro ex-mordomo do castelo. Com a chegada de Bela, ele lidera seu comitê de boas-vindas e vai muito além de suas obrigações para fazer com que ela se sinta uma hóspede muito especial.

Para Orbach, ator veterano vencedor do Tony com seu desempenho em Promises, Promises, e uma longa lista de créditos no teatro, no cinema e na televisão – foi indicado ao Emmy pela várias temporadas interpretando o papel do detetive Lenny Briscoe, no seriado policial da NBS, Law and Order – atuar num longa de animação foi uma experiência revigorante. “Lumiere é um personagem genial”, comenta o ator. “Ele é o francês típico, a exemplo de Maurice Chevalier. Foi em Chevalier que me espelhei, e mesmo sem ter tentado imitá-lo intencionalmente, meu personagem tem a mesma fala arrastada que ele. Cantar ‘Be Our Guest’ foi divertido porque me deu a chance de ser totalmente caricato e interpretar um número meio cantado, meio falado.”

Orbach estreou nos palcos nova-iorquinos em A Ópera dos Três Vinténs (The Threepenny Opera), no papel de Mack the Knife, e, na década de 60, criou o papel de El Gallo, na montagem lendária do circuito off-Broadway, The Fantastiks.

Fez sua estréia na Broadway na montagem de David Merrick de Carnival, em 1961, e recebeu sua primeira indicação ao Tony no papel de Sky Masterson, da remontagem do City Center de Guys and Dolls. Voltou a ser aclamado, estrelando Chicago e também o musical de enorme sucesso, 42nd Street. Seus créditos teatrais adicionais incluem The Cradle Will Rock, Scuba Duba, 6 Rms Riv Vu e uma turnê nacional de nove meses de Chapter Two, de Neil Simon.

No cinema, Orbach foi visto em Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge), Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors), Dirty Dancing – Ritmo Quente (Dirty Dancing), Someone to Watch Over Me, F/X, Chuva de Milhões (Brewster’s Millions), O Príncipe da Cidade (Prince of the City) e The Gang That Couldn’t Shoot Straight. Em 1997, co-estrelou o longa, Chinese Coffee, ao lado do seu diretor e astro, Al Pacino.

Na televisão, contracenou com sua velha amiga e coadjuvante de Bela, a atriz Angela Lansbury, no papel do detetive Harry McGraw, um personagem regular do seriado, Murder She Wrote. Em 1988, o personagem ganhou seu próprio seriado, intitulado The Law and Harry McGraw. O ator viu sua popularidade crescer ao entrar para o elenco de Law and Order, em 1992. Seu personagem, o detetive Lenny Briscoe, também fez participações especiais nos seriados Homicide: Life on the Street e Law and Order: Special Victims Unit.

BRADLEY PIERCE (Zip) dublou o personagem de uma xícara precoce e inteligente. Quando a situação se complica, Zip salva o dia, servindo como o catalisador da cena de ação climática do filme.

A voz por trás da xícara pertence a um ator-mirim de nove anos, nascido e criado em Phoenix, Arizona. Os diretores de A Bela e a Fera e os executivos do estúdio ficaram tão impressionados com seu desempenho que logo começaram a acrescentar novas cenas para esta peça de porcelana que rouba a cena.

Pierce iniciou sua carreira artística há 13 anos, estrelando sua primeira campanha publicitária. Atuou em seguida em inúmeros comerciais da televisão para marcas nacionais como McDonald’s, French’s Mustard e os filtros solares Sundown. Em 1990, foi protagonista de dois telefilmes: Casey’s Gift: For Love of a Child e Too Young to Die. Seus outros créditos televisivos incluem o papel regular de Andrew na novela vespertina, The Days of Our Lives. O jovem ator ainda fez participações especiais em Life Goes On, Anything But Love e Beverly Hills 90210, tendo sido visto também em seriados de grande audiência como Lois and Clark, Picket Fences, Mad About You, Touched by an Angel, The Profiler e Star Trek Voyager. Como dublador, sua voz foi ouvida no popular seriado animado da TV, A Pequena Sereia (The Little Mermaid) e também em Sonic the Hedgehog.

Seus créditos cinematográficos incluem papéis de protagonista em Jumanji e Os Pequeninos (The Borrowers).

DAVID OGDEN STIERS (Orloge/Narrador) empresta toda sua genialidade cômica a um relógio super eficiente que comanda o staff doméstico do castelo da Fera. Orloge entra em pânico com facilidade, mas, sob sua aparência exterior bem esmaltada, há uma pessoa sensível e carinhosa. Também demonstrou toda sua versatilidade como dublador, emprestando sua voz paternal à figura do narrador do prólogo do filme, “Once upon a time”. Um dos dubladores favoritos da divisão de longas de animação dos estúdios Disney, Stiers encantou o público em Pocahontas – O Encontro de Dois Mundos (Pocahontas, nos papeís de Wiggins e do governador Ratcliffe), O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, como o arquidiácono), Atlantis – O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire, no papel do professor Harcourt) e no lançamento de animação Disney de junho de 2002, Lilo & Stitch.

“Creio que Orloge é o tipo de pessoa que tenta manter o controle, mas que não sabe bem como fazer isso”, comenta Stiers. “Ele tenta fazer com que tudo funcione harmoniosamente, mas, como costuma acontecer com as pessoas inflexíveis, acaba provocando justamente tudo aquilo que mais teme. Ele vive preocupado, é totalmente cerimonioso e está determinado a cumprir suas funções, mesmo que não esteja fisicamente apto a realizá-las.”

Para Stiers, foi tão fascinante participar da produção de um longa de animação, que ele costumava ficar no estúdio após a conclusão das suas sessões de gravação para observar o trabalho dos artistas. “Senti que minhas contribuições eram bem-vindas no processo criativo”, conta Stiers. “Os diretores me deram total liberdade para improvisar minhas falas e inserir meus próprios cacos. É simplesmente incrível ver o filme passar da fase dos storyboards para a animação final, e foi um prazer fazer parte deste projeto.”

Stiers é talvez mais conhecido junto ao público pelos seis anos de trabalho no seriado de grande sucesso da TV, M*A*S*H, no qual interpretava o Major Winchester, um papel que lhe trouxe duas indicações para o Emmy. Em seguida, recebeu uma terceira indicação ao prêmio por seu trabalho na minissérie da NBC, The First Modern Olympics.

Natural de Peoria, Illinois, iniciou sua carreira no norte da Califórnia no Festival de Shakespeare e, mais tarde, no Actor’s Workshop, de São Francisco. Em seguida, mudou-se para Nova York para aperfeiçoar sua técnica, estudando com John Houseman, na Juilliard School, e integrando com outros membros de sua turma a Houseman’s Acting Company. Como membro da companhia, integrou as turnês de The Beggar’s Opera, As Três Irmãs (The Three Sisters), Measure for Measure e The Lower Depths.

Na Broadway, atuou em Ulysses in Night Town, com Zero Mostel, e estrelou o musical de sucesso, The Magic Show, no qual criou o papel de “Feldman the Magnificent.” Enquanto cursava a Juilliard School, interpretou o papel do “Diabo” em L’Histoire Du Soldat, espetáculo no qual narrou e regeu trechos de O Carnaval dos Animais, de Saint-Säen. Paralelamente à sua carreira consagrada de ator, Stiers regeu ainda muitas orquestras sinfônicas por todo os EUA, incluindo as sinfônicas de Portland, Maine, São Francisco, San Diego, Honolulu, Los Angeles e Chicago. O ator orgulha-se de ser regente associado da Orquestra de Câmera Yaquina.

Seus outros créditos teatrais incluem inúmeras montagens do Old Globe Theater, de San Diego, e um papel em Love Letters, de A. R. Gurney, contracenando com Michael Learned e Meredith Baxter Birney. Como diretor, supervisionou a produção de Love Letters, em Interlochen, Michigan, e a montagem de Scapino, vencedora do Old Globe de 1984.

No cinema, atuou em vários filmes de Woody Allen, incluindo A Outra (Another Woman), Neblina e Sombras (Shadows and Fog) e o recente, O Escorpião de Jade (The Case of the Jade Scorpion). Seus créditos cinematográficos incluem ainda Alguém Lá em Cima Gosta de Mim (Oh God!), Magia Negra (Magic), O Homem do Sapato Vermelho (The Man With One Red Shoe), Minha Vida é um Desastre (Better Off Dead), O Turista Acidental (The Accidental Tourist) e Doc Hollywood – Uma Receita de Amor (Doc Hollywood). Seus créditos televisivos incluem produções famosas como North and South, The Innocents Abroad, The Day My Bubble Burst, Mrs. Delafield Wants to Marry, Anatomy of an Illness, The Final Days, Jornada nas Estrelas – A Última Geração (Star Trek: The Next Generation). Estrelou ainda o telefilme da HBO, Ishi.

RICHARD WHITE (Gastão) empresta sua voz arrojada de barítono ao personagem que Lefou chama de “o ídolo de todos”. Este homem atraente é capaz dos atos mais feios quando as coisas não saem como ele espera e acaba por revelar sua verdadeira natureza.

A voz de White foi uma ótima inspiração para o supervisor de animação Andreas Deja, encarregado de dar vida a Gastão. “Ele tem uma voz muito musical”, afirma Deja. “Quando ouvi suas primeiras gravações, pensei: ‘parece que ele está cantando o tempo todo.’ Decidi incorporar esse traço à sua personalidade. Seu desempenho deixa clara a sensação de que ele é totalmente cheio de si e que sabe que todos o adoram.”

White concorda que Gastão é “absolutamente apaixonado por si mesmo, ele se acha maravilhoso. Baseei o personagens em algumas pessoas que conheço e, para ser sincero, um pouco em mim mesmo. Há um pouco de Gastão em todos nós. É um personagem maravilhoso porque é muito expansivo. O melhor de tudo foi ter a oportunidade de cantar as canções sensacionais e sofisticadas de Ashman e Menken. Trata-se de uma gênero de música dramático, sem artifícios e na melhor tradição Broadway.”

White fez sua estréia na Broadway no papel de Joey, da remontagem de The Most Happy Fella, tendo atuado também nas remontagens de Nova York de Brigadoon, no papel de Tommy, e de South Pacific, no papel do Tenente Cable. Co-estrelou com Estelle Parsons na produção off-Broadway de Elisabeth and Essex, interpretou o papel de George Kirby, em Topper, de Jerry Sterner, e integrou a turnê nacional de Camelot, de Robert Goulet. O ator criou o papel-título da montagem de Maury Yeston/Arthur Kopit de Phantom, no Theater Under the Stars, de Houston, e pode ser ouvido no mesmo papel no álbum Premier Cast Recording. No Papermill Playhouse, interpretou o papel original de Ace Gruver na première do musical, Sayonara. Co-estrelou também o novo musical, Dr. Jekyll and Mr. Hyde, no papel do dr. Jekyll, o musical country/western de Larry Gatlin, Texas Flyer, e o novo musical de capa-e-espada, Zorro, no papel do herói mascarado.

Depois de ser indicado ao prêmio Barrymore no papel de Starbuck, da montagem do Bristol Riverside Theater de 110 in the Shade, atuou em montagens de teatro regional por todo o país em papéis como Billy Bigelow, de Carousel, Jefferson, Dickinson e Rutledge, de 1776, Fred Graham de Kiss Me Kate, Paul de Carnival, Carl Magnus de A Little Night Music, Curley de Oklahoma! e o conde Danilo de The Merry Widow. Mais recentemente, estrelou a première mundial da nova peça do gênero capa-e-espada, Behind the Mask, em Nova York. Em breve, atuará na montagem de Nova York, Nicolette and Aucassin.

Foi ainda solista convidado em concertos de costa a costa dos EUA, acompanhado da Filarmônica da Flórida, das Sinfônicas de Chicago, Cincinnati, Kalamazoo, Long Beach, Chattanooga, Indianapolis, Utah, Honolulu e Huntsville, tendo se apresentado três vezes no Hollywood Bowl. White voltou há pouco de Tóquio, onde apresentou-se numa série de concertos com a New Japan Philharmonic, sob a regência de Keith Lockhart, do Boston Pops.

Após vê-lo atuar em Carousel, Beverly Sills convidou White para unir-se a ela na New York City Opera, onde o ator protagonizou produções como The New Moon, The Desert Song, Brigadoon e South Pacific. Também interpretou o papel de Gaylord Ravenal, na montagem da Houston Grand Opera de Showboat, posteriormente encenada na Cairo Opera House, do Egito. Entre seus créditos televisivos, destacam-se Showboat (da série Great Performances, da PBS), The New Moon (para a New York City Opera) e atuações nas novelas One Life to Live (como Calvin) e The Guiding Light (como Albert).

JO ANNE WORLEY (Guarda-Roupa) é a voz familiar do guarda-roupa excêntrico que dá dicas de moda ao seu público.

Worley é talvez mais conhecida pelos quatro anos em que atuou no popular seriado televisivo, Rowan and Martin’s Laugh-In. Sua originalidade como humorista, seu timing cômico instintivo e suas piadas hilárias sobre galinhas fizeram dela um grande sucesso junto ao público telespectador.

Natural de Lowell, Indiana, a comediante iniciou sua carreira profissional após concluir o segundo grau, num grupo chamado Pickwick Players, de Bleauvelt, Nova York. A experiência lhe valeu uma bolsa de estudos de Teatro na Universidade Midwestern, de Wichita Falls, Texas, onde estudou durante dois anos, antes de mudar-se para a Califórnia. Em Los Angeles, freqüentou a L.A. City College e a Pasadena Playhouse, antes de ser escalada para atuar em seu primeiro musical, Wonderful Town. Pouco depois, foi contratada para seu primeiro papel de grande destaque, na revista musical, The Billy Barnes People, encenada posteriormente na Broadway.

Por recomendação de Gower Champion, Worley foi escalada para substituir Carol Channing na montagem original da Broadway de Hello Dolly! Em seguida, estreou seu show solo num clube noturno do Greenwich Village, que atraiu a atenção do apresentador de talk show, Merv Griffin. Ele ficou tão impressionado que a convidou para participar de seu programa… mais de 150 vezes. Um dos telespectadores que a viu no programa foi George Schlatter, produtor de Rowan and Martin’s Laugh-In.

Worley fez participações especiais em várias produções da televisão, incluindo Murder, She Wrote e no especial de 90 minutos de O Barco do Amor (Love Boat). Ela continua a atuar nos palcos, tendo participado das turnês nacionais de vários musicais da Broadway, incluindo Mame, Gypsy e Into The Woods, entre vários outros. Estrelou também o musical da Broadway, Prince of Central Park, e interpretou o papel de Boris Pronin em The Beautiful Lady, no Mark Taper Forum de Los Angeles.

Seus créditos cinematográficos incluem Moon Pilot e The Shaggy D.A., da Walt Disney Pictures. Estrelou também dois seriados televisivos das Disney: The Mouse Factory e dublou a voz do personagem Hoppopotamus, do desenho animado exibido nas manhãs de sábado, The Wuzzles.

Além disso, co-estrelou com o marido, o ator Roger Perry, dois vídeos: The Elf Who Saved Christmas e Poker with the Joker.

A comediante e o marido residem em Toluca Lake, Califórnia.


novembro de 2002

 

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5 Comments

  1. […] o primeiro lançamento em DVD em Novembro de 2002 (conheca esta edição antiga clicando aqui)e indisponível para compra desde 2003, este grande clássico volta a receber a atenção da Disney […]

     
  2. edileson (Reply) on terça-feira 3, 2009

    MEU DEUS QUE POST ENORME

     
  3. Lilyanne (Reply) on terça-feira 3, 2009

    como eu leio a historia em inglês com tradução?

     
  4. adriano (Reply) on terça-feira 3, 2009

    aonde acho a primeira versão de a bela e a fera.. a original mesmo

     
  5. Flavia Ortolani (Reply) on terça-feira 3, 2009

    não consegui comprar o Dvd no último lançamento, está esgotado atualmente, têm previsão de novo lançamento?

     

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