Clássicos na Crítica: Pocahontas


Clássicos na Crítica, Destaques

.

.



Se acha que eu sou selvagem,
Você viajou bastante…
Talvez tenha razão…

Mas não consigo ver
Mais selvagem quem vai ser…
Precisa escutar com o coração…
Coração…

Se pensa que esta terra lhe pertence,
Você tem muito ainda o que aprender,
Pois cada planta, pedra ou criatura
Está viva e tem alma: é um ser

Se vê que só gente é seu semelhante
E que os outros não têm o seu valor,
Mas se seguir pegadas de um estranho,
Mil surpresas vai achar ao seu redor…


Wingapo! É com a mesma saudação indígena que Pocahontas diz “Olá” para seu pai que eu começo o Clássicos na Crítica de hoje. Como semana passada foi comemorado o dia do índio, nada melhor que prestar nossa singela homenagem a eles falando de um filme, é claro, sobre eles. Por isso hoje falarei de Pocahontas, clássico que foi lançado em 1995 e conquistou todo o mundo. Com uma trilha sonora magnífica, imagens e animação de cair o queixo, e uma das histórias de amor mais lindas e inusitada que a Disney já fez, Pocahontas tem hoje, um lugar garantido entre os meus clássicos favoritos do estúdio.

Tenho que confessar que só fui assistir Pocahontas depois que comprei o DVD do filme lançado em 2009. Se tinha assistido quando criança, eu não lembrava de mais nada, apenas conhecia as músicas. Fiquei empolgadíssimo com o filme, sua história, animação e música. Foi quase um mês só assistindo ele em um loop infinito nas horas vagas! E como todo clássico Disney que vi depois de “velho”, pude perceber muito mais do que está escancarado na história. Fui buscar nas entrelinhas as mensagens, lições, referências e detalhes que tomam conta dessa grande história de amor.

O filme retrata o lendário romance proibido da índia norte-americana Pocahontas com o capitão inglês, John Smith. A história começa quando um navio parte da Inglaterra com o objetivo de encontrar um “Novo Mundo” e consequentemente explorá-lo em busca de ouro. Bancando e comandando toda a expedição está o ganancioso governador Ratcliffe, que tem uma louca obsessão em encontrar ouro e riquezas minerais nas novas terras da américa. Junto com a tripulação, chega à costa norte-americana o capitão John Smith que, enquanto explora as novas terras, encontra a índia Pocahontas. É aí que os dois se apaixonam, descobrem muito sobre a cultura um do outro e acabam no meio de uma guerra entre o povo indígena de Pocahontas, que procura proteger seu próprio lar, e os colonos ingleses, que apenas pensam em explorar e procurar riquezas.

.

.

Agora um pouco de aula de história, que não faz mal a ninguém. Pra quem não sabe (eu não sabia), Pocahontas realmente existiu. Ela nasceu em 1595 e viveu parte da sua vida onde hoje fica o estado da Virgínia nos Estados Unidos. Filha do líder da maioria das tribos da região, sua vida deu margem a muitas lendas, inclusive a retratada no filme da Disney. Segundo relatos de historiadores, Pocahontas salvou sim a vida do herói britânico John Smith que seria executado pelo seu pai em 1607, porém eles jamais se apaixonaram. Na verdade John Smith era um homem de meia idade quando chegou à américa e Pocahontas era apenas uma garotinha de 10 ou 11 anos que convenceu o pai a poupá-lo pois sua morte atrairia o ódio dos colonos. Pocahontas ficou conhecida pelos euro-americanos como a “boa índia” por ter salvo a vida de um homem branco e John Smith apenas foi seu tutor nos costumes e na língua inglesa. Em 1609, John Smith sofreu um acidente com pólvora e foi obrigado a voltar para a Inglaterra. Os colonos, no entanto, disseram a Pocahontas que ele tinha morrido.

Em 1612, com apenas 17 anos, a índia foi aprisionada pelos ingleses durante uma visita social e ficou na prisão de Jamestown por um ano. Durante esse tempo, Pocahontas chamou a atenção do comerciante de tabaco inglês John Rolfe que ofereceu libertá-la se ela se casasse com ele. A proposta foi aceita e Pocahontas viveu mais um ano aprisionada, porém tratada como membro da corte, onde teve seu inglês aprimorado e aprendeu sobre o cristianismo através do ministro inglês Alexander Whitaker, que quando providenciou o seu batismo cristão, viu Pocahontas escolher o nome Rebecca para si mesma. Logo depois, a índia teve seu primeiro filho, que recebeu o nome de Thomas Rolfe. Os filhos de Pocahontas e John Rolfe ficaram conhecidos como “Red Rolfes”. Em 1616 Pocahontas descobriu que John Smith ainda estava vivo, mas os dois só se reencontraram em 1617, quando Pocahontas demonstrou desapontamento por John Smith não ter ajudado a manter a paz entre os colonos e sua tribo. Alguns meses depois, Pocahontas e John Rolfe decidiram retornar à Virgínia, o lar de Pocahontas, mas uma doença (desconfia-se que tenha sido a varíola) obrigou o navio a voltar para a Inglaterra. Porém ao chegar na costa, Pocahontas falece.

Depois de sua morte, vários romances foram escritos sobre ela e a maioria retratava Pocahontas e John Smith como amantes e John Rolfe como o “vilão” que separou os dois e casou com a índia à força. Até hoje as pessoas tentam procurar em suas próprias árvores geneológicas se existe algum traço de descendência de Pocahontas em suas famílias. Até George W. Bush já entrou na lista, mas foi comprovado que ele é descendente apenas de John Rolfe a partir de um casamento consumado após a morte de Pocahontas. Porém Nancy Reagan, viúva de Ronald Regan é umas das pessoas confirmadas como descendentes de Pocahontas.

.


.

Enfim, depois dessa aulinha, vamos voltar ao filme, que é o que interessa. Na época do lançamento, a comunidade descendente e representante da tribo de Pocahontas não aceitou de forma positiva o longa. Segundo eles, a Disney não retratou de forma fiel a cultura da tribo, contou uma versão distorcida da história original e não aceitou a oferta deles para ajudar em questões culturais e históricas que fossem tratadas no filme. Sinceramente, não acho que eles deviam ter rejeitado de tal forma o longa, afinal a história é baseada na maioria dos romances e lendas contadas por boca a boca sobre Pocahontas. Pelo contrário, deviam ter ficado orgulhosos pela Pocahontas linda, jovem e de espírito livre que a Disney construiu. É claro que para um filme infantil eles não iriam fazer uma história sobre uma menininha que salva um colono explorador, é presa, obrigada a se casar na Inglaterra e depois morre de varíola né?

Apesar de tudo isso, Pocahontas tem uma história bastante adulta. Depois do sucesso estrondoso do romance retratado em A Bela e a Fera, que conquistou não só o público infantil, mas também grande parte dos adultos e ainda garantiu o status de primera animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, os produtores não esconderam sua vontade de repetir o feito e garantir a disputada estatueta. Foi assim que um processo de corte e modificação começou. Inicialmente, o filme que teria animais falantes, como na maioria dos clássicos Disney, perdeu essa característica e deixou apenas animais tradicionais na trama. Consequentemente, até mesmo um personagem (um peru que seria amigo de Pocahontas) foi cortado da história.

Mas nem por isso a história perdeu sua graça. O humor está presente de forma discreta e em doses homeopáticas representados exatamente pelos animais. Percy, o cachorro do governador Ratcliffe, é o bobão da história que tem ótimas cenas dignas de um trapalhão enquanto aos poucos perde a pose de cachorro mimado enquanto conhece e explora a floresta. Vovó Willow, um espírito em forma de árvore, é a grande conselheira de Pocahontas e tem ótimas e engraçadas cenas também. Flit, o beija-flor amigo de Pocahontas, é o esquentadinho da história e representa o lado “certinho” e responsável da consciência da protagonista. Como o oposto de Flit, está Meeko, guaxinim altamente brincalhão e impulsivo que representa toda a liberdade, ousadia e vontade de experimentar o novo que existe dentro de Pocahontas. Meeko é, na minha opinião, o bichinho de estimação/personagem secundário mais engraçado e fofo que existe nos clássicos Disney. Ele só não empata com Stitch de Lilo e Stitch porque Stitch é um protagonista…

.

Trailer original de cinema de “Pocahontas” em inglês:

.

Trailer dublado do lançamento em VHS de “Pocahontas

.

A parte musical do filme é algo a se destacar. Com músicas compostas pelo genial Alan Menken, somos apresentados a letras um tanto quanto profundas e de uma beleza incrível. Sou obrigado a destacar a genialidade desse filme seguindo suas músicas e suas cenas. Começando com a abertura ao som de “A Companhia Virginia”. E que abertura! Somos logo apresentados a uma cena de ação em alto mar, no meio de uma tempestade. E logo em seguida, quando a câmera vai além do barco, atravessa a neblina e nos mostra o “novo mundo”, o título do filme e os créditos iniciais ao som de “Ao Compasso do Tambor”, somos aos poucos apresentados à cultura e à rotina do povo indígena da aldeia de Pocahontas. Vemos a colheita, a chegada dos guerreiros de volta da guerra, as crianças brincando com seus brinquedos artesanais, o curandeiro e sábio da tribo e é claro, logo depois, quando o vento nos leva junto com a câmera, somos apresentados a Pocahontas, no alto de uma cachoeira, simplesmente sentindo o vento e a natureza ao seu redor. É simplesmente lindo.

Pocahontas é algo a se destacar. Ela tem uma beleza e sensualidade que reflete a decisão dos produtores de fazer um filme mais adulto. Com traços fortes, o que mais me chama atenção nela é seu cabelo. Como ele praticamente tem vida própria toda vez que o vento bate e o faz balançar  e ondular. Sua personalidade segue o padrão de liberdade e espírito livre tão comum nas princesas e heroínas dos clássicos Disney da década de 90. Afinal, ela, assim como Mulan por exemplo, é responsável pelo fim de uma guerra!

A crença indígena é retratada de forma discreta no filme, mas é responsável por grande parte das entrelinhas da história. Minha cena favorita é, sem dúvida, quando Pocahontas e John Smith se encontram pela primeira vez. Primeiramente eles não se entendem por falarem idiomas diferentes, porém, ao ouvir a Vovó Willow cantar “Ouça O Seu Coração”, o vento passa e gira ao redor deles. É como se os espíritos antigos conspirassem a favor do casal e então eles passam a falar a mesma língua. É uma cena de arrepiar. Depois que os dois se conhecem, começa um processo de aprendizado pelos dois lados, que nos leva à “As Cores do Vento”, sem dúvida a música mais famosa do filme e que é uma aula de consciência ambiental não só para John Smith, mas também para o espectador. Sem falar que a construção da cena, com elementos surreais e artísticos é belíssima. Essa cena é também o ápice da fotografia usada no filme, que abusa de cores fortes e vibrantes em tudo que se refere à natureza.

.


.

Pocahontas fala muito também sobre a exploração colonial da Europa em relação às américas na época das Grandes Navegações. Todo mundo que estudou um pouco de história pelo menos na época de escola sabe que toda a América foi explorada pelos colonos portugueses, ingleses, espanhóis, entre outros. E não é diferente em Pocahontas, quando “nuvens estranhas” chegam trazendo homens vestidos e brutos, que só pensam em explorar, maltratar e destruir a terra. O desrespeito com o lar e a cultura indígena é gritante, começando pelo termo “Selvagem” usado sempre que o povo de Pocahontas é mencionado. Em um diálogo genial entre o casal protagonista, John chama Pocahontas e seu povo de selvagens. Ofendida, Pocahontas pergunta por que ele usa aquela palavra. Sem jeito, Smith diz que selvagem é apenas um termo para quem não é civilizado e logo depois é interrompido por Pocahontas que diz: “Você quer dizer, diferente de você…”. Em Pocahontas, ouvir não é uma possibilidade. Durante todo o conflito entre os colonos e os nativos, vemos ignorância em ambos os lados, onde discutir interesses é uma opção rapidamente descartada, levando todos à um conflito e uma guerra eminente.

Grande parte dos homens que chegam à terra de Pocahontas na verdade nem ao menos tem idéia da injustiça que cometem pois são manipulados pelo vilão Ratcliffe a achar que os nativos escondem todo o ouro da região para benefício próprio. Há inocência nos dois lados da história. Ao ser questionada se havia ouro, algo amarelo, brilhante, de grande valor e muito cobiçado, na terra em que vive, Pocahontas fica animada e diz que há muito ouro sim ali. Então ela pega uma espiga de milho abre e mostra o “ouro” deles. No lado dos colonos, vemos a inocência no papel de Thomas que, ainda jovem, está em processo de formação e tem suas atitudes justificadas pela influência do meio em que vive e não pelo seu caráter. Afinal, é ele que toma a frente da expedição depois que Ratcliffe é desmascarado.

Por falar em Ratcliffe, só eu acho ele um dos vilões mais chatos e sem graça da Disney? Ele praticamente só faz manipular os outros pra conseguir o que quer, enquanto fica sentado em sua tenda conspirando pra encontrar ouro, comendo e aproveitando do luxo que pode ter. Sinto muito mas, pra mim, vilão que se preze é aquele que põe a mão na massa e prova sua maldade pelas próprias atitudes e não fica só mandando nos outros. A única parte que vejo um sinal de real maldade nele é quando ele canta “Bárbaros”, logo antes do conflito que caracteriza o clímax do longa. A letra é extremamente preconceituosa e baixa, mencionando os índios como (parafraseando a letra) “pagãos nojentos de horrível cor” que são “bons quando falecem” e chega ao ponto de dizer que eles “não são nem humanos”!

.


.

Voltando à parte musical do filme, Pocahontas possui muitas músicas. Algumas mais curtas, apenas pra dar um tom à trama, outras em tamanhos tradicionais que realmente servem como números musicais. Apesar do grande acervo, uma linda música romântica ficou fora da trama. “Se Eu Não Te Encontrasse” deveria ser cantada por Pocahontas e John Smith perto do clímax do filme, quando Pocahontas visita John depois que ele é capturado pelos nativos. Por questões óbvias de narrativa, a música foi cortada, mas ela está presente durante grande parte do filme na trilha orquestrada. Sua melodia é facilmente identificada várias vezes na história. Ela também foi gravada na versão brasileira por Daniela Mercury (que também gravou “As Cores do Vento”) e John Secada e é tocada nos créditos finais do longa.

Apesar de um ótimo filme, acho o clímax da história muito fraco. Não que não tenha seu valor. O clímax é muito mais moral do que físico. Há todo um discurso sobre sabedoria e superação das diferenças e a questão é resolvida quando os colonos, aos ver John Smith ser poupado pelos nativos, se voltam contra o ainda interesseiro Ratcliffe. Mas não há uma guerra, ou uma batalha ou algo empolgante de tirar o fôlego como por exemplo o final de Mulan, o embate de Ariel contra Úrsula ou até mesmo o confronto de Simba contra Scar. Na verdade, considero a cena anterior ao clímax o verdadeiro ápice do longa, quando Pocahontas, aconselhada pela Vovó Willow, finalmente percebe que seus sonhos mostravam uma bússola e que essa bússola aponta para John Smith. Com a benção de Vovó Willow e dos espíritos antigos, Pocahontas então parte rumo ao local onde John Smith seria morto para salvá-lo e acabar com a guerra entre os dois povos. Essa cena é belíssima, pois tudo isso é retratado em um número musical. Enquanto os colonos e os índios cantam a segunda parte da música “Bárbaros” e caminham para a guerra, Pocahontas canta e pede ajuda aos ancestrais para ajudá-la enquanto ela também corre em direção ao conflito eminente. É de arrepiar.

.


.

Acho que a grande surpresa do filme com certeza é o seu final. Depois de ser baleado por Ratcliff, John Smith é obrigado a voltar à Inglaterra às pressas para se salvar. Em dúvida quanto a ficar com seu povo ou seguir ao lado do seu amado, Pocahontas surpreende a todos decidindo ficar e dando à John Smith apenas a promessa de que, não importa onde estivessem, eles sempre estariam juntos. É um final tão “não Disney” que quando vi o filme pela primeira vez depois que comprei o DVD eu fiquei surpreso com ele. Cadê o “felizes para sempre”? Cadê a magia de um final Disney? Mas depois, analisando o rumo mais adulto da história, percebi que o final é perfeitamente condizente com a personalidade da Pocahontas retratada no filme. Aquela é a sua terra, é seu povo, ela tem responsabilidades ali. Tudo que ela ama jamais poderia ser deixado para trás dessa forma. Afinal, Pocahontas é um espírito livre e jamais poderia ser “domada” indo para longe da sua terra viver em um lugar desconhecido. Claro que ela faz isso na continuação do filme que não tive interesse de assistir até hoje, então vamos focar apenas no filme original. Logo depois de se despedir de John Smith, vemos então um dos finais mais lindos e épicos do estúdio. Ao ver o navio colono partir, Pocahontas corre por toda a floresta, acompanhando seu movimento, enquanto a música de Alan Menken vai atingindo tons cada vez mais altos, até que ela chega à ponta da pedra onde primeiro vimos ela, no início do filme. O vento que representa os espíritos ancestrais durante toda a trama passa então por ela e segue para o mar, atrás do barco, onde passa por John Smith que suspira e sorri e logo depois empurra as velas do navio, aumentando sua velocidade naturalmente. É aí que Pocahontas faz um gesto de adeus e John Smith faz o mesmo. A imagem se torna uma pintura histórica e a melodia de “As Cores do Vento” chega ao seu maior tom logo antes de a tela escurecer. É de chorar uma cena tão linda e poética como essa.

Pocahontas é um filme sobre a natureza, sobre liberdade, sobre a luta contra o preconceito e contra a ignorância. Fala sobre desigualdade e o principal problema das grandes guerras que vemos hoje em dia em todo o mundo: a falta de diálogo. Ela é um exemplo real, já que realmente existiu, de que nada supera a boa e velha conversa quando se trata de interesses conflitantes, guerras e exploração. A história tá aí pra provar que nada de bom se consegue com violência e ignorância. Vamos aprender com Pocahontas. Vamos com as cores do vento colorir. Do mesmo jeito que comecei esse texto com uma saudação indígena, eu me despeço também de vocês com a esperança de que, assim como Pocahontas fez com John Smith, eu tenha aumentado sua vontade de assistir esse lindo filme e aprender com ele. Ana!


Não vai mais o lobo uivar para a Lua azul
Já não importa mais a nossa cor
Vamos cantar com as belas vozes da montanha
E com as cores do vento colorir…

Você só vai conseguir
Desta terra usufruir,
Se com as cores do vento colorir…


.

Fique de olho para os próximos especiais dos “Clássicos na Crítica“!

.

Clique na imagem para ler os demais especiais:

 

Por Felipe Andrade

Tags: , , , , ,

border= border=

22 Comments

  1. Fred Sposito (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Pocahontas para mim é perfeito. Vejo até hoje e parece que é a primeira vez sempre. Tem um lugar fixo na minha vida porquê marcou uma época muito especial da minha adolescência, na época eu tinha 16 anos, junto com O Corcunda de Notre Dame. Esses dois filmes fazem parte de uma faceta da Disney que tem muito haver comigo e com meus estilo.

    Saudades de quando os filmes da Disney eram animações 2D e podiam ser, sem culpa, um drama , um épico, um musical…

    Parabéns por homenagear esse clássico que tem o tempo a seu favor. E que as novas gerações o descubram logo!

     
  2. FelipeCassius (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Simplesmente o melhor desenho Disney.

     
  3. João Vieira (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Realmente um clássico maravilhoso, e é exatamente esse jeito adulto de contar a história que me encantou no filme. É um clássico que deveria ser mais valorizado, nunca vi um DVD para comprar, quando tiver uma chance não desperdiço, deveria fazer parte da COLEÇÃO PLATINUM ou receber pelo menos uma edição especial.
    Post maravilhoso, ansioso para novos CNC !!!!

     
  4. Ricardo (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    É um belo clássicodiseney, um dos meu favoritos.
    Eu comprei o meu esse mês, o que mi chamou mais atenção nesse filme foi as músicas.
    muito bem feitas.

     
  5. Rebecca (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Adoro esse filme! Eu tinha o vhs quando criança e vivia assistindo. Tomara q saia um BD pq eu qro comprar.
    E eu tb sinto falta do bom e velho estilo clássico, com animação 2D, músicas profundas, cenas épicas e dramáticas…
    Eu vi um pedaço da continuação de Pocahontas e ingles e o tal do John Rolfe aparece nele.

     
  6. BelotoCabral (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Eu simplesmente AMO esse filme!
    Eu também só tinha visto quando era bem pequetitinho, e só revi mais tarde com aquela Edição Musical (blargh!) e de fato é simplesmente maravilhoso! Eu CHORO naquela cena da despedida final (sendo que o instrumental da cena ajuda bastante…)! Tipo, é de cortar o coração ver dois corações apaixonados daquele jeito separados por uma guerra estúpida (assim como todas as guerras o são!)!
    Mas gosto muito da Pocahontas! Acho ela muito corajosa, determinada, doce… e bonita também! :-D Na verdade gosto de todas as personagens (menos o Ratcliff é claro, ele me põe nos nervos!). Pra ser mais direto, as três coisas que eu mais gosto em "Pocahontas" é:
    1º – A animação: os traços e os movimentos são extremamente FIÉIS! Cada gesto, expressão, até o andar… Impecável!
    2º – A trilha sonora, naturalmente! Pra ser sincero, eu prefiro mais as instrumentais do que as propriamente cantadas (especialmente o instrumental da tempestade, de quando eles se conhecem, da cena da prisão, o clímax e a final!), mas também aprecio bastante "Colors of the Wind" e aquele "Listen With Your Heart" entoada pela Vovó Willow!
    3º – Algumas cenas são simplesmente brilhantes! Gosto muito por exemplo de quando eles se veem frente a frente pela primeira vez, onde eles ficam se olhando… Dá uma sensação de "choque" mesmo, como se já soubessem que não estavam conhecendo qualquer um ali….

    Enfim, espero que "Pocahontas" receba a melhor das edições em Blu-ray, pois é um filme que merece e terei o maior gosto em adquiri-lo em alta definição! E parabéns por mais uma ótima CNC, Felipe! ;)

    P.S.: "Ouça o coração e vai entender…..
    Seja como a areia onde a onda vem bater…..

    Veja além do olhar e vai entender…" :-D

     
    • Princess_Alice (Reply) on quarta-feira 27, 2011

      O final de A pequena sereia é o inverso: ela deixa a família e fica com o amado. e eu também choro! Tinha que ser como em Tarzan: todo mundo junto e feliz! hihi! Mas são os finais diferentes que condizem com o espírito de cada filme. E nenhum deles deixa de ser bonito, especial e feliz!

      P.S.: "Ouça o coração e vai entender…..
      Seja como a areia onde a onda vem bater…..

      Veja além do olhar e vai entender…"[2]

       
      • BelotoCabral (Reply) on quarta-feira 27, 2011

        HAHAHAHA!!! De fato! Sendo que eles não deixam de ficar juntos. "Não importa o que aconteça, sempre estarei com você… Sempre..".
        Chorando em 5, 4, 3, 2,…… Rs…

         
  7. Princess_Alice (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Maravilhoso!!! (o filme e o post!)
    Além de tudo o que foi dito, também acho que o filme tem um caráter de autoconhecimento. Pocahontas sente-se durante a maior parte do filme, como todos nós já nos sentimos um dia na vida: perdidos. Ela não sabe qual é o seu caminho. Seu espírito livre quer ser domado pelo pai e pelos costumes da tribo, mas ela sente que esse não é o caminho certo… porém, também não sabe qual seria o caminho correto. Ela se deixa guiar pelo vento e, finalmente, descobre seu caminho mesmo que "o caminho certo não seja o mais fácil" (vovó Willow).
    Enfim, um filme perfeitamente lindo! :)

     
    • Felipe Andrade (Reply) on quarta-feira 27, 2011

      Concordo totalmente! Também entendi esse lado de autoconhecimento de Pocahontas. Toda a sua história é marcada por escolhas, que definirão o caminho (taí a metáfora com o sonho e a cena da bússola) que ela vai seguir no final. :)

       
  8. Maykol (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    “Pocahontas” vai ser sempre um dos meus clássicos Disney preferidos. Esse filme se torna mais atrativo pra mim com o passar do tempo. Lembro que quando criança gostei mais ou menos e hoje gosto muito.
    Eu até gosto de animações essencialmente infantis como “O ursinho Pooh”, que nos pegam pela nostalgia. Gosto de ver pra me lembrar da infância mesmo. Mas, pra mim, é ideal que a animação tenha um lado mais maduro porque aí, sim, ela se torna um clássico que você nunca vai se esquecer.
    A trilha sonora de “Pocahontas” é perfeita. Eu gosto de todas as músicas. Minhas preferidas são “As cores do vento” e “Logo após a curva do rio”.

    E concordo plenamente: o vilão do filme não é nem um pouco memorável. Um dia eu comentei por aqui que não gosto muito do Jafar e do Facilier, mas o que menos gosto de todos os vilões Disney é do capitão Ratcliffe.

    Eu gosto muito do jeito que os produtores simbolizaram os espíritos: aquelas folhas coloridas que voam em diversas cenas do filme são um efeito visual que fica em nossa mente. E os personagens são inesquecíveis: Pocahontas, John Smith, Vovó Willow, Flit, Meeko, o cachorro de que não me lembro o nome.

    Muito boa sua crítica. Aliás, “Clássicos na crítica” é uma parte do site que eu realmente gosto. Também leio todos os comentários porque é bom saber o que outras pessoas pensam sobre os clássicos Disney.

     
    • Felipe Andrade (Reply) on quarta-feira 27, 2011

      Fico feliz em saber que "Clássicos na Crítica" faz parte dos seus favoritos aqui no site! Muito feliz mesmo! Volte sempre para ler os próximos também! :)

       
  9. Maykol (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    E ainda esperando o dia em que uma edição decente de "Pocahontas" vai chegar ao Brasil. De DVD não veio, mas tenho esperança de que em Blu ray, sim.

     
    • Felipe Andrade (Reply) on quarta-feira 27, 2011

      Também espero muito por isso. A imagem e a fotografia de Pocahontas é digna de alta definição. Vai ser algo lindíssimo de se assistir… =D

       
  10. FelipeCortes (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    É simplesmente meu filme preferido da Disney (um dos meus preferidos de todos na verdade haha)

    só eu sei como sofri esperando o DVD :P
    ainda espero um blu-ray ou uma edição realmente boa dele aqui no Brasil.

     
  11. Anderson (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Eu sempre choro igual a um bebe na cena final do filme, acho simplesmente perfeito. O melhor filme da Disney.

     
  12. Amélia (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    MEU FILME PREFERIDO DE TODA A VIDA.
    Parabéns pela crítica ;)

     
  13. Juan (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Que interessante li numa critica um tempo atras que esse filme tem como o publico alvo infantil e
    adolescente do sexo feminino mas vejo que a maioria dos que se espressaram gostando desse
    filme são rapazaes
    Que bom nao sou o unico que ama esse filme

     
  14. Juan (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Gente eu tenho uma duvda quanto a esse filme que nao foi explicado na aulinha de historia
    Por que eles mostram os ingleses como so interessados em ouro sendo que quando
    eles chegaram nos EUA eles so pensavam em fazer de la uma nova civilizaçao e nao
    roubar as riquezas dos nativos como fizeram os portugueses ao chegarem aqui?

     
  15. ****deinhaaa***** (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Gente tenho ki fazer um trabalho para a escola e nao consegue o filme Pocahontas para min ver, e eu tenho que comentar minha parte peferida o filme, sera que alguem pode me ajudar????? OBRIGADA a todos ….

     
  16. Davi (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    realmente, o Rei Leão é o melhor da Disney, mas Pocahontas está entre os TOPS tbm

     
  17. Robson (Reply) on quarta-feira 27, 2011

    Dica: abra seu coração para a sequência de Pocahontas, e também para a de outros clássicos. Você não vai se arrepender.

     

Leave a Comment

Banner