A criação do mundo congelado de “Frozen”

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Às vezes, aparece aquele filme que fala por si,” comenta o produtor Peter del Vecho, dos estúdios de animação da Disney. “Esse é um desses filmes”.

A história de “Frozen: Uma Aventura Congelante” é baseada no conto de fadas “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen, publicado em 1845. Apesar de a Disney usar elementos do conto original, o resultado final é, praticamente, uma história diferente.

Em versões produzidas anteriormente, era difícil entender ou se identificar com o personagem. Agora, acho que a identificação ficou mais fácil”, disse Peter. O produtor também garante que a nova história ganhou a profundidade e emoção que faltavam. “O espectador pode até não gostar de tudo o que Elsa faz no filme, pode não concordar com as ações de Anna, mas certamente entenderá os seus pontos de vista”, comenta.

 

 

Depois que a base da narrativa foi estabelecida, chegou o momento de decidir como essa grande história seria contada. Os responsáveis pela produção, arte e iluminação precisaram encontrar inspiração, então, realizar viagens de investigação foi o segundo passo adotado. Eles mandaram os animadores para o Wyoming para que pudessem conhecer a sensação de andar na neve.

Eles voltaram contando que existe uma camada superior na neve que suporta o seu peso, mas quando ela se quebra, você se encontra preso em uma camada mais fina”, lembrou Peter. Isso os levou a desenvolver ferramentas para que os animadores pudessem recriar a neve em dois planos terrestres diferentes: “Eles criaram a superfície com a neve e uma camada de fundo, de forma que saberiam qual parte seria mais resistente.”

 


As equipes de arte e iluminação foram ao Hotel de Gelo em Québec, no Canadá, para ver como a luz é refletida e refratada na neve e no gelo. A última parte da viagem foi na Noruega, onde foram buscar mais inspiração para o filme. Eles sabiam que a história precisaria de gelo, montanhas, água e outros elementos que fizeram da Noruega a escolha perfeita. “As montanhas podem até não ser as mais altas do mundo, mas são enormes”.

Estas viagens ajudaram a definir o visual do filme e permitiram que a equipe voltasse com novas ideias sobre algumas complexidades que tinha subestimado. “Essas coisas são importantes quando você está trabalhando com um ambiente que é, basicamente, um efeito, porque praticamente o filme inteiro tem efeitos”, disse Peter. O que ele quer dizer? “Para animar a neve, fazer com que ela tenha a profundidade e refração que a neve de verdade tem, devemos ver através dela e senti-la, e isso é algo muito difícil de conseguir”.

 

 

Quando eles entenderam para onde estavam indo, chegou o momento de pensar nos detalhes. Por exemplo, o jeito que os poderes de Elsa se refletem na tela. “Uma diferença que quisemos criar foi entre a neve que aparecia na natureza e a neve e o gelo criados pelos poderes de Elsa. Quisemos dar, para um dos casos, um aspecto mais poético e, para o outro, um sentido mais ameaçador, derivado das emoções”, revela o produtor.

Para conseguir o aspecto poético, eles se basearam na animação desenhada à mão e tiveram que descobrir como a fariam funcionar junto com a animação CGI (imagens geradas por computador). Para obter o mesmo efeito em CGI, eles pediram que o animador responsável pelos efeitos recriasse no computador os desenhos feitos à mão.

 

 

Enquanto isso, os outros preparativos seguiam a todo vapor. Peter realizava reuniões diárias e através de bate-papo com Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, a dupla responsável por escrever a música tema do filme e que já havia trabalhado com o Walt Disney Animation Studios em “Winnie the Pooh”. Os autores participaram ao lado da equipe desde o início do processo para que a música se encaixasse perfeitamente com a história.

 

O Mundo de “Frozen: Uma Aventura Congelante”:

Em “Frozen: Uma Aventura Congelante”, uma profecia aprisiona um reino no inverno eterno, assim Anna (voz de Kristen Bell) deve juntar-se a Kristoff, um ousado homem da montanha, na maior de todas as jornadas para encontrar a Rainha da Neve (Idina Menzel) e acabar com o feitiço gelado. Encontrando situações extremas, criaturas místicas e mágicas a cada passo, Anna e Kristoff guerreiam contra os elementos em uma corrida para salvar o reino da destruição.

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About Author

O atual editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Detona Ralph".



  • Edson

    Que lindo essa preocupação da equipe com os detalhes, eu gosto quando eles mostram os desafios que tiveram de enfrentar em cada animação, como por exemplo em Brave que o desafio foi definitivamente o cabelo da Merida, e em Rapunzel o cabelo da Rapunzel xD, é legal ver o quanto se dedicaram a pensar e elaborar cada detalhe desse trabalho, e mais bonito ainda é assistir se atentando a estes detalhes tão sutis porém tão belos, ótima postagem :D

  • Diego B.

    Filme simplesmente LINDO e emocionante… Só não é mais perfeito, por não ser em 2D!
    Realmente não esperava algo tão bom, após a decepção com Tangled e com o POPissímo (datado e marketeiro) Detona Ralph.
    Trilha linda, visual deslumbrante e roteiro ÓTIMO. Espero que esse seja um "novo" retorno aos clássicos Disney, afinal lembra e muito os filmes das eras de ouro (40/90) e pode facilmente ficar juntinho com eles. :D
    Farei como em A Princesa e O Sapo e assistirei pelo menos mais 3 vezes no cinema! *-*